sexta-feira, 20 de outubro de 2017

20 de outubro: Dia do Arquivista


Dia do Arquivista é comemorado em 20 de Outubro, no Brasil.
A data celebra o profissional responsável em cuidar, organizar e arquivas acervos e documentos privados, públicos e/ou pessoais.
Atualmente no Brasil, existe o curso de ensino superior em Arquivologia.
A Lei nº 6.546, de 4 de Julho de 1978, regulariza e oficializa a profissão de Arquivista e Técnico de Arquivo no país. Outro aspecto importante foi a criação do Conselho Nacional de Arquivos, através do mesmo Decreto Lei.

Origem do Dia do Arquivista

No dia 20 de Outubro de 1823, o então deputado Pedro de Araújo Lima, que viria a ser conhecido como Marquês de Olinda, apresentou a proposta para a criação do primeiro Arquivo Público do Brasil.
Para reforçar ainda mais a significância desta data para os arquivistas, foi coincidentemente no dia 20 de Outubro de 1971 que a Associação dos Arquivistas Brasileiros (AAB) foi inaugurada.
Assim, o 20 de Outubro acabou por se tornar mais do que uma simples data para comemorar, mas também para homenagear e lembrar das conquistas obtidas ao longo dos anos pelos profissionais dessa área.

Mensagens para o Dia do Arquivista

"Selecionar, codificar, arquivar, dar busca à documentação: arte de organizar os documentos! Parabéns, Arquivista!"

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Ações Educativas: Jovens estudantes da Escola Estadual Santa Terezinha conhecem a Superintendência do Arquivo Público de Uberaba


Visitaram a Superintendência do Arquivo Público de Uberaba nesta terça-feira (17/10), cerca de cinquenta alunos do ensino fundamental da Escola Estadual Santa Terezinha. A educadora Luzia Rocha palestrou aos estudantes, abordando sobre a importância de um arquivo municipal na salvaguarda de um patrimônio documental que reporta do final do século XVIII a atualidade.


Os jovens adquiriram conhecimentos sobre os departamentos, os acervos, o trabalho de gestão, organização, digitalização e preservação dos documentos da instituição.





quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Veja o que o Código de Posturas de Uberaba de 1867 falava sobre os escravos

Escravas de ganho trabalhavam para os seus senhores na venda de alimentos. No caso do Código de Posturas de Uberaba de 1867, a atividade somente era permitida com a devida autorização de seus senhores. Imagem: Rio de Janeiro, segunda metade do século XIX.



O Código de Posturas de Uberaba de 1867 impunha penas duríssimas aos escravos na circunscrição administrativa do município.

Nos artigos selecionados abaixo do documento, observa-se  mecanismos  para cercear quaisquer acesso mínimo a uma possível "liberdade" individual. Eram meios propostos para controlar as relações de sociabilidades dos cativos que pudessem ameaçar a ordem social escravista.  Atividades simples, como: reuniões de grupos escravos, jogos e até mesmo comércio de gêneros alimentícios sem a devida "autorização", previam-se punições e recolhimentos nas prisões.

Documentos como este, apresentam aos nossos olhos, como o imaginário sobre a sociedade brasileira mantinha estratégias de controle, num sistema de poder baseado na divisão social em torno de conceitos de raça e escravidão.



De acordo com a legislação da época:


Artigo 60 - É proibido aos escravos:
1. Os jogos de qualquer qualidade;
2. Os agitamentos e reuniões a títulos de festas, ou quimbetes, seu autorização da autoridade competente;

Artigo 61 - Às pessoas livres que se acharem jogando com escravos será imposta a multa de vinte e cinco mil réis e cinco dias de prisão;

Artigo 62 - Os escravos que forem apreendidos jogando ou reunidos serão presos e recolhidos à cadeia para serem entregues aos seus senhores;

Artigo 63 - É proibido comprar a escravos: mantimentos, ou quaisquer gêneros da lavoura, ou outros sem consentimento de seus senhores. Aos contraventores será imposta a multa de trinta mil réis e oito dias de prisão, além das penas em que poderem ter incorrido. É proibido, debaixo das mesmas penas, guardar objetos furtados por escravos;

Artigo 68 - É proibido aos escravos andarem pelas ruas a qualquer pretexto, sem bilhetes de seus senhores, depois do toque de recolher. Os escravos achados nas ruas serão presos e recolhidos na prisão, até serem reclamados pelos seus senhores.

Texto: Thiago Riccioppo
Pesquisa: Luiz Henrique Cellulari 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Administrar seus ofícios e o bem comum: o perfil socioeconômico das elites regionais no Sertão da Farinha Podre (1852-1888)


O artigo do professor e coordenador do curso de História da UFTM - Flávio Henrique Dias Saldanha, investiga o perfil socioeconômico das elites no Sertão da Farinha Podre, atual Triângulo Mineiro, Minas Gerais. Para tanto, utilizou-se como fontes de pesquisa as atas da Câmara Municipal e os inventários do Arquivo Público da cidade de Uberaba (MG). Tais fontes permitiram, ao menos, elucidar as opções de investimento e a composição da riqueza das elites, bem como o grau de participação destas na formação do Estado imperial.



Flávio Henrique Dias Saldanha é Doutor em História pela Unesp/Franca (SP); Coordenador e Professor Adjunto do Departamento de História da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba (MG). Livros publicados: SALDANHA, Flávio H. D. O Império da Ordem: Guarda Nacional, coronéis e burocratas em Minas Gerais na segunda metade do século XIX (1850-1873). São Paulo: UNESP, 2013. SALDANHA, Flávio H. D. Os Oficiais do Povo: a Guarda Nacional em Minas Gerais oitocentista, 1831-1850. São Paulo: Annablume/FAPESP, 2006. 


Primeiro prédio da Câmara Municipal de Uberaba em imagem do final do século XIX. Anexo ao edifício encontrava-se a Cadeia e o Tribunal de Juri. Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.

Confira o artigo:

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Pesquisa inédita sobre os "Pioneiros da história da música em Uberaba"

Olga Maria Frange de Oliveira realiza pesquisa na Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.

Olga Maria Frange de Oliveira vem se dedicando a uma ampla pesquisa no acervo da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba sobre Os Pioneiros da História da Música em Uberaba, para posterior publicação. A pesquisa aborda desde o início do século XIX, em 1815, com a criação da Banda dos Bernardes, fundada por Silvério Bernardes Ferreira no Arraial da Capelinha e depois transferida para Uberaba, e se estende até a década de 1980, no século XX, com a morte dos últimos pioneiros.

A pesquisadora Olga é graduada em piano pelo Instituto Musical Uberabense; graduada como instrumentista pela Faculdade de Artes da Universidade Federal de Uberlândia; pós-graduada em Cultura e Arte Barroca, pela Universidade Federal de Ouro Preto (MG); bacharel em Direito pela Universidade de Uberaba (Uniube).

Professora de piano, percepção musical, história da música e canto coral. Lecionou no Instituto Musical Uberabense, no Conservatório Estadual de Música Renato Frateschi em Uberaba e no Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Caparelli, em Uberlândia.

É regente do Coral Artístico Uberabense desde 1994. Foi regente dos seguintes corais: Coral da Fosfertil, Coral da Receita Estadual, Madrigal Reviver, Coral Cheiro de Relva.
Ocupou os seguintes cargos na Fundação Cultural de Uberaba: conselheira da área de música, assessora técnica das áreas de música e dança; diretora cultural e diretora geral.

Como pesquisadora da área musical, apresentou-se em Uberaba, como conferencista, a convite das Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras São Tomás de Aquino (Fista), da Uniube e do Conservatório Estadual de Música de Uberaba; assim como em Ouro Preto (MG), pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e em Belo Horizonte (primeiro encontro de Conservatórios).

Proferiu palestra na Sorbonne, em Paris; e em Lisboa, a convite do governo de Portugal, nas comemorações dos quinhentos anos da descoberta do Brasil.


Tem trabalho publicado pela Fundação Calouste Gulbenkian, em Portugal, sobre "A Modinha e o Lundu no Período Colonial".

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Colégio José Ferreira trouxe novamente nesta semana, mais 100 alunos para conhecer o Arquivo Público


Em 15 de setembro de 2017, o Colégio José Ferreira trouxe novamente para conhecer a Superintendência do Arquivo Público de Uberaba, mais 100 estudantes do Colégio José Ferreira do 1º e 2º anos do Ensino Fundamenta


Eles foram recebidos pelos educadores Luiz Henrique Cellulari e Luzia Rocha, que explanaram sobre a necessidade e importância dos documentos históricos como referenciais da memória e da história de uma comunidade.

Os estudantes conheceram o trabalho desenvolvimento na instituição e tiveram aprendizados práticos sobre como eram os conhecimentos, técnicas e saberes de outras épocas no mundo do trabalho e da produção.



Eles apreciaram também o prédio do Arquivo Público, uma antiga estação da década de 1940 e conheceram como hoje é realizado o transporte ferroviário. 


Veja como foram os momentos:










quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Alunos do Colégio José Ferreira visitam o Arquivo Público

Cem alunos do primeiro e segundo anos do Colégio José Ferreira visitaram o Arquivo Público de Uberaba no dia 13 de setembro de 2017.


A Instituição recebe os estudantes nesta idade escolar com objetivo de incrementar valores sobre os aspectos relevantes da vida em sociedade, como reconhecer a importância da preservação da documentação histórica.


Foram tantos alunos que os professores do Arquivo se revezaram para atendê-los. Assim, enquanto alguns se reuniram na sala de projeção para conhecer a história de Uberaba, outros esperaram na plataforma da antiga estação da Mogiana.

Professora Luzia Rocha na sala de projeção com outra turma do Colégio

Além participarem da aula sobre a cidade, tiveram contato com documentos do século XIX e receberam orientação sobre os cuidados necessários para ler inventários, jornais, títulos eleitorais e processo judiciais.


Alunos do Colégio lendo processos e inventários do século XIX


Alunos olhando nos desenhos o desenvolvimento do arraial, vila e cidade de Uberaba

Na plataforma da antiga estrada de ferro, onde atualmente se localiza
o Arquivo Público, com a diretora da Instituição


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Toinzinho, a lenda do Uberaba Sport que substituiu Pelé no Santos





Crescido no bairro Boa Vista, Toinzinho tomou os primeiros contatos com a bola nos campinhos de várzea de sua vizinhança, que eram muitos naquela época. Em pouco tempo despertou a atenção da comissão técnica do Uberaba Sport, para onde passou a jogar nos juniores. Logo se profissionalizou, chegando a atuar nos principais times do País: Santos, Palmeiras, Internacional de Limeira/SP e Bahia.


Sua carreira foi marcada por uma lenda: teria sido substituto de Pelé?



Em 1974, quando Pelé, se transferiu para o N.Y. Cosmos, dos Estados Unidos, Toinzinho teve o seu passe adquirido pelo Santos F.C. Como parte da negociação, Uberaba Sport e o Santos F.C. realizaram uma partida amistosa onde Toinzinho vestiu a camisa das duas equipes, jogando um tempo em cada time.

Com isso, circulou nos meios esportivos da cidade a "lenda" de que teria sido escolhido para ocupar o lugar do Pelé.

Essa coincidência, para ele, teria sido sorte ou azar?


Toinzinho teve uma carreira brilhante e se destacou em todos os clubes onde passou. Atualmente vive com a sua família e ainda mantém aceso o seu prestígio com os amigos e os antigos torcedores do USC.


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Participantes do CRAS visitam o Arquivo Público de Uberaba


Psicóloga e participantes do CRAS do bairro Chica Ferreira (CENTRO DE REFERÊNCIA DO ASSISTÊNCIA SOCIAL), visitaram hoje, dia 11 de setembro, a Superintendência do Arquivo Público de Uberaba, com a finalidade de conhecer as atividades desenvolvidas pela Instituição. Na ocasião receberam informações sobre aspectos históricos relevantes do município de Uberaba.
Psicóloga e participantes do CRAS em visita ao Arquivo Público de Uberaba


Professor de história Luiz Henrique recebe os participantes do CRAS


Acompanhados do servidor do Arquivo, tiveram contato com documentos históricos e jornais do começo do século XX. Conheceram também o armário deslizante, típico de arquivos públicos e bibliotecas, onde estão guardados aproximadamente 70 mil fotos de Uberaba.



Participantes do CRAS em frente a um exemplar do Gazeta de Uberaba de 1938


A visita serviu para estimular a curiosidade e busca de informações sobre a cidade que nos acolhe, bem como compreender a importância de se preservar a documentação histórica.


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Uberaba Sport Club - Uma história de paixão pelo futebol uberabense


Por Luiz Henrique Cellulari - Historiador da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba

          
O Uberaba Sport Club, paixão dos uberabenses durante várias gerações, será retratado pelo Arquivo Público de Uberaba em comemoração ao seu centenário.

Em pesquisa minuciosa, realizada por historiadores, no acervo da Instituição, foram constatadas curiosidades que poderão encher ainda mais os brios do aficionados torcedores alvirrubros.


No começo de sua trajetória histórica, em 1917, a manutenção da equipe, principal apreensão dos dirigentes até hoje, dependia da cooperação das mulheres torcedoras que conseguiam dinheiro através da comercialização de doces, bolos e artesanatos em barraquinhas que eram montadas na praça Comendador Quintino, durante os festejos de Nossa Senhora da Abadia. Há registros fotográficos do trabalho delas. Assim nasceu o USC.

Quermesse na Praça Comendador Quintino. 1917
Foto: Via Lactea Anno I nº 1. 1º outubro de 1917, p.11
Acervo da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba

Primeiro time do Uberaba Sport em 1917 no antigo campo da Santa Casa de Misericórdia
Fernando Krüger é o primeiro à direita, de chapéu e Cantidiano de Almeida,
o primeiro à esquerda Foto: LAVOURA, 6 de janeiro de 1983, p.7



Antigo Estádio do Uberaba Sport Club, Dr. Boulanger Pucci, em 1922,
durante a partida inaugural contra o Paulistano
Foto: Acervo Família Machado Borges


Outra curiosidade histórica é que aqui desfilaram os principais jogadores do Brasil, como: Leônidas da Silva, inventor de uma jogada conhecida como "bicicleta"; Garrincha, o anjo das pernas tortas; Didi, apelidado de Folha Seca (apelido recebido devido aos seus chutes indefensáveis de fora da área, decorrente do efeito tomado pela bola, parecido como o movimento de uma folha seca). Pelé também esteve por aqui e deixou inquieta a imprensa esportiva em 1974, pois acreditavam que o jovem Toinzinho, revelado nas categorias de base do USC, teria sido contratado pelo Santos FC no mesmo período da transferência da "fera" para o Cosmos, dos Estados Unidos, visando substituí-lo. Esse fato foi desmentindo por ele mesmo. Em uma partida realizada no final do mesmo ano, entre as duas equipes, como parte da negociação, Toinzinho jogou o primeiro tempo pelo Uberaba Sport e o segundo pelo Santos Futebol Clube. O Fluminense também fez desfilar os seus "cobras" no gramado do USC. Na ocasião, os dirigentes do tricolor carioca homenagearam as mulheres uberabenses, oferecendo simbolicamente uma cesta de flores à madrinha do clube, contendo no interior uma porção de pó de arroz. 

Emilinha Borba dando chute inicial numa partida do USC, em 1948 Foto: LAVOURA, 15 de julho de 1989, p. 4

Leônidas da Silva em Uberaba
Diamante Negro Foto: LAVOURA, 16 de julho de 1945. p4

Garrincha concedendo entrevista a Pascoal Valicente da Rádio PRE-5 Foto: LAVOURA, 20 de agosto de 1958, p.5


Geralmente, quando os grandes clubes aportavam por aqui, como foi o caso do Flamengo, em 1955, uma passeata acompanhava a chegada dos craques, do aeroporto até o Grande Hotel, onde ficavam hospedados. A multidão se aglomerava na avenida Leopoldino de Oliveira até o ponto de o policiamento fechar o rua para o trânsito de veículos. Era uma festa.

USC.03 de março de 1974
Em pé: Veram, Toinzinho, Naim, Pablinho, Plínio, Dr. Hadel, Modesto, Otávio Shimaru (Diretor). Agachados: Aldair (Massagista), Toninho Campos, Zé Francisco, Pelé, Fabinho, Saraiva e Elter
Foto acervo Estádio Engenheiro João Guido


Partidas memoráveis, jogadores incríveis, times revelados pela base do USC, todos uberabenses. Isso faz parte da história.

Publicar em livro todas as conquistas do Uberaba Sport é reviver o passado glorioso em busca de soluções para o futuro, a fim de que se mantenha a grandiosidade do alvirrubro que paira adormecido como uma bolha, sobre a cidade de Uberaba, prestes a acordar e explodir de emoção.

USC em 1978
Em pé: Aldair Martins (Massagista), Diron, Shell, Figueroa, Tim, Celso Roberto, Luiz Felipe.
Agachados: Ilton, Luiz Carlos (Bica), Jair, Waender e Silson 
Foto acervo Estádio Engenheiro João Guido

Foto da equipe campeã do Módulo 2 do Campeonato Mineiro Foto Acervo USC
Torcida comemora o título do Módulo II do Mineiro Foto Jairo Chagas - JORNAL DA MANHÃ, 15 de julho de 2003, p. 7