quinta-feira, 27 de novembro de 2008

LANÇADO LIVRETO "20 DE NOVEMBRO DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA"

No mês de novembro, geralmente, intensifica-se, no Arquivo Público de Uberaba, a procura por documentos relacionados à escravidão.

A obra foi lançada, neste ano, no Dia Nacional da Consciência Negra, na sede do Arquivo Público, com a presença do secretário, diretoras de escolas e creches municipais e representantes do movimento negro.

O cuidadoso texto do pesquisador e responsável pelo acervo fotográfico do Arquivo Público de Uberaba, João Eurípedes de Araújo, versa sobre diferentes aspectos relacionados ao tema, abordando desde os primórdios da escravidão de negros vindos da África, o tráfico transatlântico, os quilombos, a questão de titulação de terras para descendentes quilombolas e a presença desses grupos na região, até os registros sobre a vida de Zumbi dos Palmares. Além disso, o documento também enfoca a questão da resistência e o que se faz atualmente em relação à consciência negra.

O Arquivo Público de Uberaba guarda e preserva riquíssimo acervo relacionado à escravidão em Uberaba e coloca-se à disposição para receber escolas e outras instâncias que queiram conhecê-lo. A produção do livreto é uma das maneiras de colaborar para que cada unidade escolar conceba seus próprios projetos relacionados à questão da cultura africana, conforme a lei nº 10.639, e de acreditar na promoção da cidadania e da cultura à memória, como condição essencial para um futuro bem estruturado e mais justo.

As escolas que desejarem adquirir alguns exemplares do livreto, podem entrar em contato com a Secretaria Municpal de Educação e Cultura ou com o Arquivo.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS

Em sua gestão como Agente Executivo:
- providencia uma matança de cães, devido ao grande número de pessoas vitimadas pela hidrofobia.
- oferece isenção de impostos e terrenos gratuitos para as empresas interessadas em se instalarem na cidade (a primeira foi a indústria de fósforo).
- regulamenta e dispõe tarifas para a condução de carros de praça e automóveis em trajeto que parte da Praça da Matriz (Rui Barbosa) até o prado de São Benedito (Praça de São Benedito).
- transfere o Mercado Municipal para o local onde se encontra atualmente.

De janeiro a julho de 1911, a prefeitura subvenciona uma escola de idiomas e, em 03 de maio do mesmo ano, iniciava-se a primeira Exposição Agropecuária. A circulação do jornal Correio Católico é interrompida. A praça situada no alto das Mercês recebe o nome de Praça Dom Eduardo. Iniciam-se as atividades da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, ligando Mato Grosso a São Paulo. Em 1912, o Colégio Diocesano começa a oferecer a seus estudantes o curso de Agrimensura. São registrados ainda, no período de seu exercício: a ida de Hildebrando Pontes ao Rio de janeiro a fim de providenciar a impressão de seu livro sobre a história de Uberaba, o envio de um ofício, escrito pela Câmara, para o Congresso Nacional, solidarizando-se à decisão de proibir a entrada dos restos mortais de D. Pedro II e de D. Tereza Cristina, no Brasil e a doação do Instituto Zootécnico ao Governo de Estado de Minas Gerais, para a instalação de um Instituto Fundamental.

LEITURAS INTERESSANTES

História dos Irmãos Maristas em Uberaba


Pedro dos Reis Coutinho foi Irmão Marista na década de 1960, ex-professor de história no Ensino Médio do Colégio Marista Diocesano e atuou como pesquisador no Arquivo Público de Uberaba. Atualmente, ministra aulas de história no Ensino Médio e integra o Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (CONPHAU).

De acordo com o livro de Coutinho, o Colégio Marista Diocesano foi fundado em 1899, obra de D. Eduardo, primeiro bispo da diocese de Uberaba, e desenvolveu-se por mérito dos Irmãos Maristas, uma congregação religiosa, criada pelo padre católico São Marcelino Champagnat, destinada à educação escolar e cristã de crianças, adolescentes e jovens, no mundo todo. Os religiosos o receberam em 1902, iniciaram as atividades em 1903 e as mantém até os dias de hoje.

Destacam-se o capítulo II, no qual o autor conta, de maneira clara, a história de Uberaba e o capítulo III que apresenta a educação na cidade, no século XIX, fazendo referência a D. Eufrásia Gonçalves Pimenta, primeira professora do município, em 1815, e às primeiras instituições educacionais.

A obra ressalta a ação pedagógica do Colégio Marista e relata que, mesmo com o crescimento da educação em Uberaba, foi preciso investir na formação de professores. Essa formação veio em 1949, quando as Irmãs Dominicanas, com o apoio dos Irmãos Maristas, fundaram a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Santo Tomás de Aquino.

É uma delícia passear pelas páginas dos livros, acompanhando a história, as fotos e as memórias.

Marise Diniz

Obras do acervo:
Ciência e Economia: O Instituto Zootécnico e a Pecuária Zebuína em Uberaba
Monografia apresentada na Universidade Estadual Paulista (Franca) - 2004

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS


Médico culto e conhecedor de várias regiões, viajou para Índia e fundou, em São Paulo, o Laboratório Ache. Como Agente Executivo:
- encarregou o Dr. Hildebrando Pontes de levantar a estatística do município.
- calçou a Rua do "Comércio" (Atual Artur Machado).
- criou lei para regular construções e reconstruções.
- construiu a Praça Comendador Quintino.
- criou a Biblioteca Municipal Bernardo Guimarães (lei 231 de 08/04/1905),
com acervo precioso e peças de museu.
- incrementou a indústria pastoril.
No ano de 1909, a Câmara propôs a fundação de uma escola prática de agricultura e a construção de um ginásio, porém – por influência dos setores religiosos e devido à concorrência com o Colégio Diocesano – não houve aprovação. Em 1908, a genealogia e o registro geral das diversas raças de animais do município são estabelecidos, a penitenciária (atual UFTM) é construída e instala-se na cidade o 4° Batalhão de Polícia, o serviço de esgoto e a rede telefônica. Em 1909, inaugura-se a agência local do Banco de Crédito Real de Minas Gerais e a navegação do Rio Grande, capaz de resolver os problemas relacionados ao transporte de cereais, chamou a atenção do Estado. Nesse mesmo ano, Fidelis Reis toma posse como presidente da Sociedade Mineira de Agricultura, e na chamada Guerra dos Alfaiates, os profissionais do ramo, liderados por Calixto Rosa, com o apoio de Alexandre Barbosa, conseguem, em três dias, melhorias em seus salários. O município vivia um período de transformações econômicas e o principal fator de mudança foi a transferência do comércio praticado aqui para o interior do Mato Grosso. Com isso, Uberaba não pôde mais contar com os lucros da comercialização que mantinha com as praças de Bebedouro e Barretos. Assim, agricultura e agropecuária passaram a ser as principais fontes de renda da cidade. Segundo Hildebrando Pontes: ...venderam-se aqui, por toda parte, milhares de reprodutores puro-sangue deste gado pelo preço de até uma centena de contos de réis por cabeça, parecendo que por cada quilo de peso de um exemplar de raça indiana se dá a mesma unidade de peso em ouro. No entanto, um dos equívocos foi a transformação das unidades produtivas em pasto para gado e, assim, nada mais se cultivava... (História de Uberaba, p. 96). Os produtores locais participavam de eventos e exposições agropecuárias no Rio de Janeiro, fato que estimulou a construção, na cidade, de um parque destinado exclusivamente à produção desses eventos.
Em 1911, licenciou-se por tempo indeterminado, sendo substituído por Caldeira Júnior.