terça-feira, 29 de dezembro de 2009

UBERABA E O PODER EXECUTIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS

Engenheiro do Estado, experiente em administração pública. Foi nomeado pelo governador Benedito Valadares e recebeu a posse dos deputados Dr. João Henrique e Guilherme Ferreira.
Durante sua gestão:
- o aeroporto Santos Dumont foi inaugurado;
- Lauro Fontoura ocupou a Secretaria da Agricultura;
- Boulanger Pucci inaugurou o Centro Uberabense de Cultura Moderna;
- o movimento integralista se intensificou, na cidade;

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

LEITURAS INTERESSANTES


Barracão de barro


Lusa Andrade nasceu em Peirópolis e, segundo ela: A gente nasce artesão. A diferença entre o artista e o artesão é que aquele “cria”, enquanto que o artesão “recria”, repete.

Foi a primeira presidente da Casa de Artesão, em 1981 e é especialista em cerâmica no barro. No barro a gente faz uma repetição de figuras, até chegar às esculturas e a atividade artesanal também é uma das maneiras das pessoas manterem suas famílias.

Realizou, desde 1975, encontros com artesãos de todo o país e fundou a escola de artesanato Barracão de Barro. Já expôs seus trabalhos no Rio de Janeiro, em Brasília, São Paulo, Ribeirão Preto e em outras cidades.

Lusa apresenta em seu livro uma coletânea de contribuições teóricas pinçadas de textos importantes, aliadas a sua própria experiência.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Aparecida da Conceição Ferreira (Dona Aparecida)

Nasceu em Igarapava, no dia 19 de maio, provavelmente no ano de 1914. Casou-se, em 1934, com Clarimundo Emídio Martins e teve oito filhos: Ivone Martins Evangelista, Ivanda Martins Vieira, Evani Martins Evangelista, Boanésio Aparecido Martins, Cosme Dasmião Martins, Antônio Brás Martins, Rita Aparecida Martins e Maria José Ferreira.

Após o casamento, morando na Fazenda Santa Maria, aplicava injeção, fazia partos e mantinha uma escolinha, onde dava aula para os peões e os filhos. Posteriormente, na fazenda Nova Ponte, foi professora do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL).

Em 1956, já em Uberaba, foi convidada a trabalhar na área de isolamento do Hospital das Clínicas, cuidando de pacientes, vítimas da febre amarela. Um ano depois, o hospital começou a receber os penfigosos¹, que ficavam sob seus cuidados. Em 1958, a situação se complicou e as circunstâncias levaram Dona Aparecida a sair do hospital com 12 doentes e instalá-los em sua própria casa. Mais tarde, o diretor da Escola de Medicina e o Diretor da Saúde Pública ofereceram, por um breve período, o necrotério do Asilo São Vicente. Aos poucos, a situação foi melhorando e os doentes em condição de trabalho contribuíam com sua ajuda.


O jornalista Saulo Gomes, após conhecer Dona Aparecida, em São Paulo, veio a Uberaba, registrou e divulgou todo o trabalho desenvolvido por ela. Muitas foram as contribuições e, em 17 de fevereiro de 1962, a pedra fundamental para construção do hospital foi lançada. Sete anos depois, ele foi inaugurado.

A estrutura criada por Dona Aparecida cresceu, chegando a abrigar sapataria, padaria, confecção, marcenaria, fazenda, granja, farmácia, reciclagem de plástico, consultório dentário, espaço para atividades infantis com monitoramente pedagógico e assistência psicológica e ambulatório para atender pacientes com outras doenças de pele.

Nas palavras de Maria Leocádia de S. Silva (Revista do APU – série Memória Viva – agosto de 2004 – nº 3): ...Aparecida não conseguiu viver “só” para os doentes, ela começou a recolher os necessitados de comida, os necessitados de afeto. Seu olhar enxerga mais longe, e ela vê os que precisam e do que precisam. Este é o seu diferencial, cuidar das pessoas por inteiro: saúde, educação, profissionalização, família...

Homenagens recebidas por Dona Aparecida:

Cidadã Uberabense - CMU (1968), Destaque 1997 - PMU (1997), Cidadã Osasquense – CMO (1999), Homenagem especial – Dia da Consciência Negra – PMU (1999), Troféu Chico Xavier – PMU (2001), Comenda da Paz Chico Xavier – Governo do Estado de Minas Gerais (2001), Ordem do Mérito da Saúde no Grau “Grande Medalha do Mérito da Saúde” – Governo do Estado de Minas Gerais (2004)

1. Pênfigo vulgar: interno, causa lesões sérias. Tratamento a base de corticóide.
    Pênfigo foliáceo (fogo selvagem): bolhas na pele. Não tem causa bem definida,
    atinge a parte externa do corpo e é de fácil tratamento, feito a base de banhos externos 
    com antissépticos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O Populismo Radiofônico em Uberaba

O Rádio sempre foi um meio de comunicação de bastante abrangência e, em Uberaba, não foi diferente! Desde o surgimento da primeira emissora, a PRE-5 (atual, Rádio Sociedade AM), na década de 1930, esse veículo de comunicação sempre noticiou, distraiu e cumpriu seu papel social perante os ouvintes. Consequentemente, os locutores criaram uma proximidade muito grande com os espectadores e, claro, ganhando notoriedade, muitos se tornaram bastante populares e se aventuraram pela política, disputando eleições.

Em 1950, o radialista Ataliba Guaritá Neto – o Netinho, que também assinava uma coluna no jornal Lavoura e Comércio – foi o pioneiro, elegendo-se vereador. Oito anos depois, Eurípedes Craide, um jovem narrador esportivo, também chegava ao Legislativo Municipal. Por dois mandatos, esteve na Câmara e foi eleito seis vezes Deputado Estadual.

Jesus Manzano, em 1966, foi eleito vereador e teve mandato por diversas legislaturas, Quatro anos depois, Edson Quirino de Souza, o Edinho, (Filho do casal Toninho e Marieta, artistas da música sertaneja) chegava à Câmara, onde se manteve na vereança até 1983. Em 1988, foi a vez dos radialistas Tony Carlos e Além-Mar Paranhos ocuparem suas cadeiras no poder legislativo. Tony cumpre, atualmente, o quarto mandato.

No ano de 1990, o comunicativo João Batista Rodrigues, da Rádio Sociedade, elegeu-se Deputado Estadual, cumprindo apenas um mandato. Em 1992, Edivaldo Santos e Paulo Silva estreavam na Câmara Municipal, onde permaneceram até 2000.

Em 2008, Almir Silva foi o vereador mais votado em nossa cidade, repetindo o feito de Eurípedes Craide, em 1962, e de Jesus Manzano, em 1976.

Mais do que saber aproveitar favoravelmente a oportunidade de se tornar popular que o rádio oferece, esses radialistas, por meio do microfone, conquistaram simpatia, notoriedade e muitos votos.

Danilo Costa Ferrari

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

LEITURAS INTERESSANTES

As Raparigas da Rua de Baixo





Reynaldo Domingos Ferreira, nascido em Uberaba, é jornalista, advogado, escritor e, entre suas muitas atividades, liderou um grupo de teatro, participou do movimento estudantil, trabalhou nos jornais Estado de SP e Folha de SP e na revista Veja. Mora em Brasília e visita frequentemente o Arquivo Público de Uberaba, onde pesquisa sobre fatos reais para se inspirar e escrever romances.

A obra em destaque conta a história de sua infância em Campo Florido, onde seu pai, Trajano, foi aprovado em concurso da Coletoria Estadual. Nessa cidade, havia a Rua de Baixo, com dois prostíbulos e as raparigas eram... tidas como sérias ameaças à mesmice... das pessoas do local. Na p. 167 há referência a ida da D. Lucília Rosa até sua casa e as questões que surgiram sobre o comunismo, em época de eleições.

O livro situa também Uberaba: [...] houve um tempo [...] em que passávamos a ir de forma mais amiúde a Uberaba, também chamada, na época “terra madrasta”, a cidade, porém, dos meus sonhos, com destaque para o Alto do Fabrício e a Igreja Santa Teresinha, ...simples, pintada de rosa...

Entre as duas cidades, o autor relata fatos e relaciona pessoas que fazem parte da história dessas localidades.


Outras obras do autor, do acervo do APU:

Elegia ao Chapéu (1984)
Dona Bárbara (1986)
A mulher de Lote (2006)
As raparigas da Rua de Baixo II (2008)


terça-feira, 17 de novembro de 2009

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Uma equipe do Arquivo Púbico de Uberaba, coordenada pelo pesquisador e responsável pelo acervo fotográfico, João Eurípedes de Araújo, produziu, entre 2006 e 2009, o Catálogo para Estudo da Escravidão em Uberaba (1815 – 1888).


O Catálogo – que relaciona cartas de alforria, inventários, certidões de casamento e batismo, contrato de compra e venda, processos criminais e outros documentos, todos referentes à escravidão – foi elaborado exclusivamente a partir de registros que se encontram sob guarda do APU e representa um avanço, uma colaboração preciosa e indispensável para aqueles que se dedicam a esse “encontro do mundo dos vivos com o mundo dos mortos”, e também para aqueles que estudam a temática, buscando a reconstrução da história escravista. Além disso, contribuirá para uma melhor compreensão das relações do passado e do presente, considerando dois importantes acontecimentos: a indicação, no calendário brasileiro, do dia 20 de novembro como “O Dia Nacional da Consciência Negra” e a promulgação da Lei 10.639, que inclui, no ensino fundamental, o estudo da cultura afro-brasileira.

A pesquisa participou do Edital/2009 do Fundo Estadual de Cultura (FEC) e mesmo sem ter sido publicada, propiciou à equipe do APU, convites para a participação em programas de TV e Universidades (UFTM e UFU).

De acordo com José Sérgio Fonseca de Carvalho: “...o reconhecimento de que sem o estudo e a compreensão da cultura afro-brasileira, nunca lograremos compreender como chegamos a ser o que somos...” (2008). É nesse contexto que o APU pretende disponibilizar, assim que possível, esse indispensável instrumento de pesquisa. Aguardem!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

UBERABA E O PODER EXECUTIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS

José Eusébio, pertencente à mesma facção política de Guilherme Ferreira, criou uma escola municipal no Bairro Estados Unidos e durante sua gestão:
- o registro da Escola de Farmácia e Odontologia de Uberaba foi cassado. Os alunos, com a perspectiva de serem obrigados a concluir o curso na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto, entraram em greve. Apesar dos esforços pessoais de Eusébio, junto ao interventor federal Benedito Valadares, a instituição não foi reaberta;
- em 1935, a Santa Casa de Misericórdia de Uberaba, também conhecida como Sanatório Smith, foi solenemente inaugurada;
- a Sociedade Rural do Triângulo Mineiro recebeu auxílio financeiro do interventor, adquiriu um terreno para realizar as exposições e conseguiu a aprovação do projeto para a construção do Parque de Exposição.

domingo, 18 de outubro de 2009

PESQUISADOR, PROFESSOR, SERVIDOR

O Projeto de Lei 7.577/06, de autoria do Senado Federal, com proposição aprovada, institui o dia 8 de julho, como o Dia Nacional do Pesquisador. A data é uma homenagem ao dia em que foi fundada a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 1948.

O dia 15 de outubro é consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila e foi também a data em que Dom Pedro I decretou a criação do Ensino Elementar no Brasil. Cento e vinte anos depois, no ginásio “Caetaninho”, em São Paulo, quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia dedicado ao descanso, à confraternização e à análise das ações no decorrer do ano escolar. Em 1963, o Decreto Federal 52.682 oficializou nacionalmente o feriado escolar.

Pesquisas confirmam que são duzentos anos de funcionalismo público e a origem desse serviço está na chegada da Família Real. O Brasil se tornou independente, virou império, república e lá estavam os servidores. O Decreto-Lei 5.936 (1943), de Getúlio Vargas, efetivou a data de 28 de outubro como o Dia do Funcionário Público e o novo estatuto, de1990, substituiu o termo funcionário público pela palavra Servidor.

Pesquisador, professor ou servidor, esses profissionais (alguns exercendo as três funções ao mesmo tempo), continuam na luta, tentando das diversas formas possíveis descobrir, preservar, transformar. São pessoas que ainda “...acreditam nos caminhos que seus corações lhes segredam, mesmo quando a realidade insiste em lhes provar o contrário...” (Rosaly Stefani).
Parabéns a todos os pesquisadores, professores e servidores!

sábado, 17 de outubro de 2009

UBERABA - FRANÇA


Uberaba-França é um caso antigo e podemos confirmar isso por meio dos registros sobre as primeiras impressões a respeito da cidade e da região, feitos por alguns viajantes franceses ou ligados a França, em passagem por aqui, no decorrer do século XIX.

Augustin François César Prouvençal de Saint-Hilaire: nascido em Orleans, veio para o Brasil em 1816, acompanhando uma missão extraordinária. Era naturalista e conhecedor da literatura científica e de viagens. Dentre os vários relatos sobre a Farinha Podre, deixou registrado: “... atravessei um pequeno córrego chamado Uberava Falsa, (...) O arraial é composto de umas trinta casas espalhadas nas duas margens do riacho, e todas, sem exceção, haviam sido recém construídas (1819), sendo que algumas ainda estavam inacabadas, quando por ali passei...”. Sua estada no Brasil resultou na obra Viagem à Província de Goiás.

Visconde de Taunay: era filho de franceses e passou por Uberaba, por volta de 1865. De acordo om seus relatos: “...a cidade continua em progresso. Constróem-se casas e há projetos de melhoramentos. As lojas estão bem sortidas, nelas se encontram todos os artigos da vida moderna. (...) Uberaba, situada na aba de extensos chapadões, ergue-se pela encosta de dois deles ...” Seu primeiro livro, La Retraite de Laguna, foi escrito em francês, logo após seu retorno da Guerra do Paraguai, em 1871. Em outras obras de sua autoria, Uberaba também é citada, como no trecho do conto Juca, o Tropeiro, do livro Histórias Brasileiras (1874): “...Uberaba, tão sossegadinha! Longe de tudo e de todos no meio de seus sertões...”

Conde D’Eu: genro de Dom Pedro II, hospedou-se na Quinta da Boa Vista, em sua visita à nossa cidade, quando se inaugurou a Estação Mogiana.

Neste ano da França no Brasil, vale destacar que a França, inegavelmente, está enraizada em nossa cultura e ligada à nossa história. Outros franceses para cá vieram, aqui permaneceram e constituíram suas famílias. Na mesma via, uberabenses aportaram no país da Torre Eiffel, motivados por estudo ou parentescos e, de passagem, ou com moradia fixa, ajudaram a consolidar os laços da Princesa do Sertão com a terra de Bonaparte.

Para saber mais sobre a França em Uberaba, leia no Jornal da Manhã, todos os domingos, artigos de autores uberabenses. Já foram publicados artigos de: João Eurípedes Araújo e Iara Fernandes (APU), Guido Bilharinho, Jorge Nabut, Eliane Marquez e Carlos Alberto Leite.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

UBERABA E O PODER EXECUTIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS



Em 1930, o poder legislativo foi extinto pelo movimento revolucionário da Aliança Liberal – responsável pela chegada de Getúlio Vargas à Presidência da República – e manteve o recesso até 1934. O agente executivo, nomeado prefeito pelo interventor do Estado, exercia funções do executivo e do legislativo. Guilherme de Oliveira Ferreira tomou posse no dia 11 de dezembro de 1930, permanecendo no cargo até 26 de janeiro de 1935. A Constituição de 1934 estabelecia dois poderes municipais: o executivo (prefeito, indicado pelos vereadores, eleitos pelo voto popular) e legislativo (Câmara).

Na gestão de Guilherme, destacam-se:
- obras: remodelação do mercado, criação de escolas rurais e urbanas, reforma do telhado da Santa Casa, calçamento e asfaltamento de ruas, tratamento de água e esgoto, construção de avenidas e estradas (Uberlândia, Rio do Peixe, Conceição das Alagoas, Delta Peirópolis), fato pelo qual foi homenageado por condutores e motoristas;
- ações: contrato para a construção de um necrotério, publicação diária do expediente municipal no jornal Lavoura e Comércio, contratação de nova empresa de energia elétrica e de empresas interessadas no fornecimento de água e no serviço de esgoto, ampliação da rede elétrica após o término do contrato da Cia. Força e Luz, instalação de telefonia automática, concurso para professor, criação de caixa escolar para aquisição de material e fardamento de alunos carentes, criação da Guarda Municipal, eliminação da cobrança de taxas de pedágio e organização do atendimento, regularização da documentação e estabelecimento de normas para o funcionamento do Cemitério Municipal;

Na época em que foi prefeito, o Colégio N.S. das Dores foi ampliado, o campo de aviação foi terraplanado, a VASP iniciou sua escala em Uberaba, houve um significativo aumento do número de estudantes (ensino primário e alfabetização), instalaram-se os primeiros telefones automáticos, um hospital da Cruz Vermelha foi montado, no prédio do Grupo Escolar Brasil, para atender os soldados feridos na Revolução de 1930. Além disso, Hildebrando Pontes foi encarregado de escrever um livro sobre a história, as leis vigentes e os principais dados estatísticos do município e criou-se o Comitê dos Revolucionários, que congregava os políticos locais, regionais, estaduais e federais e depôs Júlio Prestes, substituindo-o por Getúlio Vargas.

Faleceu na década de 1940.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

LEITURAS INTERESSANTES

A cidade perdida: anotações sobre o cotidiano – meio ambiente, política e educação.



Renato Muniz Barretto de Carvalho é uberabense, escritor, professor universitário e incansável combatente a favor da preservação ecológica.

O livro apresenta um conjunto de artigos publicados no Jornal de Uberaba, cuja preocupação central é o meio-ambiente e as condições de vida da cidade. Nas palavras de Renato: “...O homem social, ser coletivo, dividido em classes sociais, ser possuidor de uma história uma geografia próprias (...) segmentos socias, são e devem ser responsabilizados por suas ações e as consequências delas...” Além da questão ambiental, e não desvinculada dela, o autor também apresenta reflexões sobre a política, preservação e memória e a educação.

No texto “Uberaba e seus cursos d’água” o escritor afirma que: “...o processo de crescimento e expansão urbana de Uberaba ocasionou a ocupação de importantes manaciais cuja degradação pode comprometer gravemente a qualidade de vida de muitos uberabenses. A cidade tem uma localização privilegiada quanto aos recursos hídricos. (...) O caso dos córregos que nascem na cidade, ou que por ela passam, constituem, hoje, objeto de nossa preocupação. A situação de degradação de quase todos é preocupante. Considere-se o caso do córrego do Cachimbo, no Fabrício, próximo à rua Carlos Tasso R. da Cunha, do córrego Sucuri, das Toldas, Caçu, entre outros...” e conclui, dizendo: “...os problemas do meio ambiente e de saneamento são integrados, e envolvem toda a população.”


Marise Diniz


Outras obras do autor no acervo do APU:
Crônicas impertinentes (2008)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

LEITURAS INTERESSANTES


lero-lero

Antônio Carlos de Brito – Cacaso – nasceu em Uberaba, em 1944, porém, ainda criança mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se graduou em Filosofia pela UFRJ e atuou como professor, na PUC/RJ, e como crítico literário. Faleceu em 1987.

Foi um grande letrista. Sua música “O dia do juízo”, em parceria com Sueli Costa, ganhou o primeiro lugar no festival da cidade de Lambari/MG e outras letras de sua autoria ainda são interpretadas por grandes cantores brasileiros. A música “Faca a face”, também em parceria com Sueli Costa, foi um grande sucesso da cantora Simone (São as trapaças da sorte/ são as graças da paixão/ para se combinar comigo tem que ter opinião...).

A música lero-lero, mesmo nome de um dos seus livros de poemas, foi cantada por Edu Lobo (“Sou brasileiro/ de estatura mediana/ gosto muito de fulana/ mas sicrana é quem me quer/ porque no amor quem perde quase sempre ganha...)

Em seus poemas percebe-se uma preocupação com a ordem histórica e com a tradição cultural do país.

TEMPO

Um dia nos lembramos deste tempo se lembrança
houver
que estivemos nesta sala que algumas vezes nos
tocamos
éramos mais felizes mais moços
um dia nos levaremos deste tempo se levar
houver


Outras obras no acervo do APU:
Grupo Escolar (1974)
Mar de Mineiro (1982)
Beijo na Boca (1983)

Marise Diniz

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - DE 1837 AOS DIAS ATUAIS

O médico Olavo Rodrigues da Cunha foi o mais jovem Agente Executivo de Uberaba, aos 26 anos de idade, e substituiu seu pai, Agente Executivo da gestão anterior.

Entre 1927 e 1928, a cidade vivia uma efervescência de inaugurações, ampliações, fusões de indústrias e outros acontecimentos. Nessa época, surgiram: a Escola de Farmácia e Odontologia, a Sociedade de Medicina e Cirurgia de Uberaba e o Liceu de Artes e Ofícios; os terrenos necessários à abertura da avenida margeando o Córrego das Lages foram legalmente desapropriados, o escudo do município foi aprovado, as fábricas de tecido Caçu e Uberaba fundem-se, formando a Companhia Fabril do Triângulo Mineiro e uma lei municipal aprova a planta do Bairro São Benedito.

Em 1928, Olavo escreveu um minucioso relatório sobre sua gestão para rebater a propaganda negativa contra sua administração. Durante seu governo: instalou-se a Guarda Municipal, as dívidas com impostos dos contribuintes reconhecidamente pobres foram perdoadas, um prédio escolar foi construído à Rua Padre Zeferino, o Beco da Liberdade (entre a Vigário Silva e a Carlos Rodrigues da Cunha) foi fechado e os terrenos para o prolongamento da rua Segismundo Mendes foram desapropriados, aprovou-se o regulamento sobre a instalação de aparelhos para o fornecimento de gasolina e óleo, liberou-se verba para o Asilo São Vicente, um terreno para a construção do novo quartel do 4° Batalhão foi doado, houve isenção de imposto para a implantação de novas indústrias e concessão de terrenos e favores para estimular a plantação de amoreiras e a criação de bicho da seda, a caravana universitária mineira, que visitava a cidade em propaganda do voto secreto, foi recebida oficialmente e o ensino municipal foi reorganizado.

Faleceu em abril de 1998.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

CATIRA



Originalmente a Catira nasceu na zona rural onde, após um dia de trabalhos em mutirão, servem-se refeições e bebidas a todos os participantes, num evento animado com danças e batuques.

Com o passar do tempo, os meeiros, agregados, empregados e empreiteiros que formavam a população rural foram se transferindo para a zona urbana e, consequentemente, levaram consigo a Catira.

Uma das características dessa manifestação cultural é a tradição familiar, pois as crianças aprendem a tocar e a dançar acompanhando os adultos, desde a infância. O principal instrumento é a viola, semelhante ao violão, porém menor, com dez ou doze cordas e de confecção artesanal. Na dança, os componentes ficam sempre um de frente para o outro, os sapateios e as palmas acompanham a batida da viola e um marcador comanda as mudanças de posição.

No passado, não só os mutirões, mas também as Festa de Reis, Juninas, ou casamentos eram pretextos para se dançar a Catira e muitos violeiros uberabenses – como Manuelzinho com suas “moda” e seus “verso dobrado” e “recortado” – deixaram canções que perduram até hoje.

Leia mais nos Cadernos de Folclore, ano I, n° 3, 1993 – publicação do APU – no qual há informações sobre a história da zona rural, os tipos de casa, a migração para as periferias da cidade, além de um glossário com os termos próprios dos catireiros.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

FOLIA DE REIS - HISTÓRIA E TRADIÇÃO EM UBERABA

A tradição das Folias remonta ao nascimento de Cristo, quando Baltazar, Gaspar e Melchior, conhecidos como os Três Reis Magos, ofereceram a Jesus: extrato de mirra, uma planta usada como remédio e muito perfumada; ouro, símbolo da riqueza, e insenso, que expressa o desapego, a humildade e a esperança.

O objetivo do cortejo é reproduzir a viagem dos Magos a Belém, ao encontro do Filho de Deus. Geralmente, ele é o resultado de uma promessa, na qual o folião, para obter a graça, se compromete a organizá-lo.

Os foliões reunem-se nas vésperas de Natal, rezam, cantam ladainhas e oram diante do presépio. Depois de abençoada a bandeira, iniciam a peregrinação que dura até o dia 06 de janeiro, dia de Reis.

Para saber mais, visite o Arquivo Público de Uberaba e pesquise nos “Cadernos de Folclore” ano I, janeiro de 1993, uma publicação do APU.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Agosto - mês do Folclore

Moçambique"Camisa verde e branco" (latas na canela: gumga)

Congada "Batalhão do Norte"
Moçambique e Congos – História e Tradição em Uberaba

Essas manifestações folclóricas são identificadas em etapas: Reinado, na qual acontece o Cortejo Real, do Rei e da Rainha, festeiros do ano; o Fitão e a Missa em Ação de Graças na qual são sorteados os novos Reis.

O agrupamento de congadeiros, moçambiqueiros ou vilões em torno das bandeiras dos Santos Padroeiros é chamado de Terno ou Guarda, formado por soldados, oficiais e dançadores. Os ternos Moçambique e Congo se diferem pelas vestimentas, pelos instrumentos e pela caracterização.

A Congada – que mostra uma admiração pela República – segue o ritmo do Congo e o estilo de Quartel, em homenagem a Marechal Deodoro da Fonseca. Em Uberaba, destaca-se o terno do Senhor Sebastião Mapuaba.

O Moçambique é uma dança sapateada e o vilão usa a sanfona como instrumento diferenciador. Cada terno tem sua cor característica e um dos mais conhecidos na cidade é o de Manoel Nazareth de Oliveira, Zinego.
Mais informações nos Cadernos de Folclore, publicados pelo APU e à disposição dos pesquisadores.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Arquivo em Revista

Artigo do APU, "A ação educativa do Arquivo Público de Uberaba: um relato de experiências" foi publicado na revista Registro, periódico editado pelo Arquivo Público Municipal de Indaiatuba/SP.
O texto discorre sobre as ações pedagógicas que visam a formação do cidadão comprometido com a preservação histórica, arquitetônica e cultural. O APU envolve a comunidade, principalmente estudantes, nessas ações e incentiva a pesquisa, usando como fonte o acervo da instituição. Além disso, estimula a ampliação do conhecimento e do próprio acervo, tornando os documentos conhecidos e de domínio público.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O TRANSPORTE COLETIVO EM UBERABA

Essa modalidade de transporte, em Uberaba, teve início no começo da década de 1940 e foi consolidada com a inauguração da primeira Estação Rodoviária, em 1945, na Praça da Bandeira (atual Praça Doutor Jorge Frange), no bairro São Benedito.

Os pioneiros do transporte coletivo municipal foram os empresários Agesípolis Duarte Villela, por meio da empresa Rex, e Manoel Alcalá, cuja empresa tinha o seu nome, que já atuavam no transporte coletivo intermunicipal. No ínicio da década de 1950, Osvaldo Ribeiro do Nascimento, popularmente chamado de Espeto, comprou a firma de Alcalá que passou a se chamar Empresa de Tranportes Líder.

Na primeira metade da década de 1960, surgiu a Transportes Urbano Limitada (TUL), criada por Francisco Lopes Velludo. Vale ressaltar que cada empresa ficava com determinadas linhas, portanto, nesse período, Uberaba contou com 3 empresas em atividades no transporte urbano.
Na segunda metade da década de 1960, a TUL incorporou as empresas Rex e Líder, monopolizou o ramo e manteve o nome “Líder”. Posteriormente, essa empresa – que atuou no transporte coletivo, em nossa cidade, até 1990 –foi vendida para 10 sócios. Por divergências entre o municipio e a empresa, a partir dessa data até os nossos dias, a Transmil é a concessionária do Transporte Coletivo em Uberaba.


Danilo Costa Ferrari

LEITURAS INTERESSANTES


A História Viva de Uberaba

Natural de Itabira, Minas Gerais, o autor, Décio Bragança Silva, é uberabense de coração. Seminarista de formação franciscana, aos 12 anos, já lecionava e é conhecido por sua maneira irreverente de ensinar. Para ele, a verdadeira educação é aquela que vem seguida pela libertação através do amor. Lecionou nos Colégios: Marista Diocesano e Nossa Senhora das Dores, na Faculdade de Ciências e Letras Santo Tomás de Aquino (FISTA) e, hoje, atua na Universidade de Uberaba (UNIUBE).

Nesta obra, Décio relembra o projeto “Encontros – O pensamento Vivo de...”, um dos vários da área de extensão da UNIUBE, cujo objetivo era recontar a história de Uberaba por meio das pessoas. “Afinal, é o homem que faz a história”.

Na apresentação, Lídia Prata conta que, durante 40 semanas, Décio ouviu algumas das mais expressivas personalidades uberabenses e essas entrevistas – contendo interessantes depoimentos, sequenciados nos itens: infância, família, escola e professores, profissão, o amor, o homem e temas particulares de domínio de cada entrevistado – foram publicadas, aos domingos, no Jornal da Manhã e retratam o pensamento vivo daqueles que fazem a história desta cidade. O livro reúne todo o trabalho desenvolvido em 1993.

Além dos depoimentos, o livro apresenta os capítulos: “O pensamento vivo dos jovens sobre o amor” e “O pensamento vivo de professores sobre a educação”, “As pessoas por uberabense” e a preferência musical dos entrevistados.

A capa do livro é a reprodução da pintura de Anatólio Magalhães “A praça em três tempos”, exposta na Câmara Municipal de Uberaba.

Outras obras no acervo do APU:
Diário de um libertário (2007)

Marise Diniz

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS

Filho de Manoel Rodrigues da Cunha, que pertenceu à primeira Câmara Municipal de Uberaba, ao lado do Capitão Domingos da Silva e Oliveira, irmão de Major Eustáquio. Foi agropecuarista, constituinte estadual (1894), vereador e agente executivo (1927) e um dos fundadores do Clube da Lavoura e Comércio de Uberaba e do Jornal Lavoura e Comércio (1899). Viúvo de D. Mariana, casou-se com Elvira Castro Cunha e teve 13 filhos.

Como Agente Executivo, desapropriou o Cine São Luís, posteriormente adquirido por sua família e executou reparos no telhado do Mercado, inaugurado em sua administração.

Durante sua gestão, em 1924, foi fundada a Escola Técnica de Comércio José Bonifácio. Em 1925, época em que fraudes eram comuns, a polícia percorria as ruas, amedrontando os eleitores no período da eleição de dois candidatos a vereador. Leopoldino fechou a Câmara em prol da autonomia do município e contra a tirania do Estado, dizendo: Eu não entrego o que é do povo para ninguém. Seus adversários arrombaram a porta e destituíram Alexandre Barbosa e Lucas Borges. O Cine Teatro Royal foi inaugurado, o primeiro trem da Estrada de Ferro Oeste de Minas chega à cidade e o uberabense Alaor Prata era o prefeito do Rio de Janeiro, nomeado pelo Presidente da República.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Férias de julho

O bairro rural de Peirópolis localiza-se a 20 Km de Uberaba, às margens da BR 262, sentido Araxá. A primeira atividade do vilarejo foi a extração de calcário.

No final da década de 1940, com a descoberta dos fósseis, o local passou a ser bastante visitado por estudantes e interessados em Paleontologia. Em 1992, foi fundado o Museu dos Dinossauros.

Além de ser uma referência nacional na área da paleontologia, é um lugar agradável onde se pode passear e descansar, pois oferece pousadas, restaurantes e cachoeiras. Todo o conjunto arquitetônico foi tombado, em 1994, pelo Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (CONPHAU).

Peirópolis foi uma indicação de Jaki. Obrigado pela participação!
Divulgue e volte sempre ao blog!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Férias de julho: indique pontos turísticos


Indicamos 4 pontos a serem visitados em Uberaba e você pode indicar outros que publicaremos no BLOG:

Mercado Municipal: fundado em 1924, é centro comercial, lugar de encontros para prosear, aos domingos, comer pastel, apreciar quitutes e doces mineiros. No piso superior, as artesãs trabalham com o tear e pode-se observar todo o processo artesanal, além de outros trabalhos artísticos. Em 1994, foi tombado pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (CONPHAU)

Igreja Santa Rita: sua construção iniciou-se em 1854 e terminou em 1874. É o único bem tombado no Triângulo Mineiro, pelo Instituto de Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN), em 1939.

Igreja Nossa Senhora da Abadia: foi construída, primeiramente, uma capela, em 1889. No dia 15 de agosto, acontece a festa religosa mais tradicional da cidade. Em 1940, foi construída a torre e nela fica a imagem de N.S. da Abadia.

Igreja São Domingos: a construção datada de 1904, teve como base a pedra tapiocanga, pedra avermelhada, própria da nossa região. Foi a primeira igreja dominicana no Brasil. Em 2003, foi tombada pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (CONPHAU).

terça-feira, 7 de julho de 2009

LEITURAS INTERESSANTES


Lauro Fontoura nasceu em Monte Alegre de Minas em 1903 e faleceu em Uberaba em 1977. Foi jornalista, professor, advogado, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de MG e prefeito de Uberaba num período transitório (1946-1947).
Escreveu o livro de poesias: “Ciclo do amor e da vida” pela editora Rio Grande, sem data. As ilustrações são de Pedro Riccioppo.
Uma das poesias:
ÚLTIMO POEMA

Depois de criar doutrinas e teorias,
filosofias e filosofias,
eu,
depois de ser Platão e Galileu,
continuo na mesma, nada tendo,

Continuo amarrado ao rochedo,
sofrendo a angústia milenar de Prometeu
Erguer, ansioso, as mãos às estrelas distantes
e vir, depois, com as mãos vazias como dantes...

Ter os cinco sentidos para que?
Feliz é o que não sente, o que não vê!
É melhor decrescer,
voltar ao que era.
À remotíssima simplicidade,
Ao rudimentarismo da monera.

Viver em outras idades.
Sem lutas, sem arroubos, sem vertigens
Entre o ser e o não ser.
Viver na inércia da neutralidade,
Para nada aspirar, para nada querer.

Antes voltar à antiga calma etérea,
Ao vácuo primitio das origens.
Antes, ao ser que pensa, o vegetal que medra,
ou ter, na infância inócua da matéria,
A paz gelada e mineral da pedra.

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS

Uberabense, nasceu em 1893. Em 1915, formou-se em Direito, em Belo Horizonte. Foi redator e proprietário do jornal Estado de Minas e, por meio dele, desenvolveu campanhas em prol das classes pobres e oprimidas e lutou pela moralidade administrativa. Dirigiu de 1917 a 1918, o Colégio Rio Branco. Viajou para Índia trazendo zebu. Na época existiam dois partidos: os pacholas (oposição) e os araras (PRM). Ausentou-se para assumir a Câmara dos deputados federais. Durante sua gestão:
- exonerou funcionários considerados inúteis.
- no intuito de organizar o ensino, solicitou o apoio para do Sr. Alceu de Souza Novaes, inspetor escolar e membro do Conselho do Ensino no Estado.
- prestou assistência técnica às escolas, elaborou e executou um programa de ensino municipal.
- reformou escolas e a Igreja Matriz, objetivando a preservação do patrimônio arquitetônico e do relógio da Matriz
- reformulou o salário dos professores,
- estabeleceu concurso para nomeações.
- idealizou a abertura da grande avenida central que hoje tem seu nome.
- solicitou um plano de viação municipal e de melhorias nas estradas.
A Praça da Matriz passa se chamar Praça Rui Barbosa, funda-se a Associação Comercial e Industrial de Uberaba, a Igreja do Rosário é demolida e é instalado o Curso Superior de Datilografia (1923). Nesse mesmo ano, assumiu o cargo de deputado, no Congresso Federal (RJ), foi substituído pelo Coronel Manoel Terra e, em 1924, pelo Coronel Geraldino Rodrigues da Cunha.
De acordo com informações do Boletim do Arquivo de 1997, no período em que se ausentou para trabalhar no Congresso Federal, a oposição – representada pelos fazendeiros filiados ao Partido Republicano Mineiro (PRM) – demitiu os funcionários do primeiro e do segundo escalão. As eleições de janeiro de 1925 poderiam por fim a essa situação.
O PRM pressionou os funcionários da penitenciária, das escolas estaduais e do Correio para que votassem contra a Coligação de Leopoldino, mas as apurações deram a vitória aos seus partidários. No entanto, o próprio Presidente da Província de Minas Gerais ordenou ao Comandante do Batalhão local que tomasse a Câmara de Vereadores e impedisse a posse dos vitoriosos. Leopoldino não pôde passar o cargo para o presidente eleito da Câmara, seu sucessor, e fechou o prédio, sitiado por 90 praças. Retirou-se do local sem entregar as chaves da Câmara e disse, em carta, que só o faria aos seus legítimos donos, o povo e os vereadores eleitos.
Os adversários de Leopoldino apoderaram-se da Câmara, arrombando a porta. Não deram posse aos eleitos e anularam as forças da oposição a poder de baionetas, fuzis e canhões, manejados pela Força Pública.
Leopoldino morreu no dia 29 de agosto de 1929.

domingo, 21 de junho de 2009

VERA CRUZ - 61 ANOS


No dia 19 de junho de 1948, no próspero Bairro São Benedito, era inaugurado o Cine Vera Cruz, empreendimento da Companhia Cinematográfica São Luiz, proprietária dos cines: São Luiz, Metrópole e Royal e presidida, na época, por Orlando Rodrigues da Cunha, A Construção ficou a cargo dos Engenheiros James de Barros e Nicácio Pedro Gonçalves Vidal.

O filme, em sistema tecnocolor (alta tecnologia para aqueles tempos), exibido naquela sexta-feira, marco inicial das atividades do Vera Cruz, foi “Festa Brava”, estrelado por Esther Willians e Ricardo Montalban. Na década de 1950, a sala foi a pioneira dos cinemas uberabenses a utilizar o recurso Cinemascope: tela de exibição em tamanho maior e aparelhagem sonora mais potente.
Desde 1981, transformado em Cine Teatro Vera Cruz, exibe, em seu palco, peças teatrais, espetáculos de dança e shows com artistas locais e de renome nacional.

No final da década de 1990, surgem salas de projeção mais modernas e bem equipadas, instaladas em shoppings onde há uma variedade de opções concentradas no mesmo local, facilidade de acesso e mais segurança. Esse fator, somado à popularização das TV´s por assinatura, levaram as grandes salas de exibição à decadência. Com o Vera não foi diferente!

Em 2006, o pioneiro em tecnologia cinematográfica da cidade foi tombado pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (CONPHAU). Em julho do mesmo ano, adquirido pela Prefeitura Municipal, foi reformado e reabilitado como bem cultural. No dia 14 de dezembro de 2007, foi entregue a população, com o novo nome de “Cine Teatro Municipal Vera Cruz”. Nesses quase dois anos, vários eventos de diversas tendências culturais foram realizados no local e promoveram, junto à população, o acesso à cultura.

O imponente prédio, marco de uma época de ascendência cultural, é um dos cartões postais da cidade.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Doação de acervo para o APU

Postais: acima - Praça Rui Barbosa e Rua Artur Machado












Postal: Praça da Estação Ferroviária

Início do Calçadão da Rua Artur Machado.
A senhora Wilma Rossi, bisneta do imigrante italiano, o comerciante Bernardo Rossi, moradora do Bairro São Benedito doou ao Arquivo postais e um exemplar da Revista "O Cruzeiro" de novembro de 1972, que traz notícias sobre a cidade de Uberaba. O título da matéria é "Futuro diz presente no Triângulo Mineiro" que apresenta fotos coloridas da cidade, obras recém-inauguradas no Municipio, como a Estação Rodoviária, o Estádio Uberabão, Asfaltamento da Av. Fidélis Reis, aumento da capacidade da distribuição de água pelo Codau, e também foto do complexo da antiga Fiube, hoje Uniube Câmpus Aeroporto e da TV Uberaba, que também foi inaugurada em 72.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS

Filho de Raymundo Joaquim Bekmann Vieira da Silva e Maria Etelvina Sampaio. Nasceu em 1896 em Fortaleza-CE. Formou-se em Medicina no Rio de Janeiro em 1917 e veio clinicar em Uberaba, morando no Hotel do Comércio. Escreveu no Lavoura e Comércio a seção “Consultório Médico”.Teve quatro filhos, três do primeiro casamento com Maria Carmem Ferreira e um com Maria Junqueira Teixeira. Organizou em seu consultório um posto de vacinação gratuita contra a varíola. Foi também deputado estadual e federal e um dos fundadores da Sociedade de Medicina do Triângulo Mineiro, mantenedora da UFTM, da Sociedade Rural do Triângulo Mineiro e da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.

Em 1920, é instalado, na cidade, o Orfanato Santo Eduardo.

Foi vereador em duas legislaturas e como Agente Executivo:
- construiu o Mercado, inaugurado em 1924.
- calçou as ruas.
- concebeu um arrojado plano de desenvolvimento urbano.
- encomendou a Reis Júnior a obra “Retirada da Laguna” que hoje integra o Dicionário das Artes Plásticas Brasileira, de Roberto Pontual.
- criou escola para filhos de operários.
- trouxe para Uberaba a sede dos Correios, situada à Praça Henrique Krügger.

Morreu em 1974, em Uberaba.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

HISTÓRIA DE VIDA - ESCOLA E. JOÃO PINHEIRO

A E.E. João Pinheiro participa do Projeto “Cultivando a cidadania”, parceria do APU com o Instituto Agronelli. Os alunos e os professores estão pesquisando e selecionarão material para a história da escola e do bairro.

Foi realizada uma oficina com os alunos da 7ª série (8° ano), e eles escreveram, junto à Professora Kátia Ferreira, de Língua Portuguesa, a autobiografia. Os trabalhos ficaram excelentes.




Parabéns a toda equipe da Escola Estadual João Pinheiro: diretora, vice, profª de Geografia, de História e de Língua Portuguesa.



segunda-feira, 25 de maio de 2009

IGREJA SANTA RITA É DEVOLVIDA À COMUNIDADE

Iniciou-se a construção da Igreja de Santa Rita, em 1854, pelo agente dos correios, em Uberaba, Cândido Justiniano da Lira Gama, em pagamento a uma promessa de deixar o vício do alcoolismo. A conclusão da obra aconteceu 20 anos depois, quando o templo ganhou os contornos arquitetônicos que mantém atualmente.

Por ter sido construída por iniciativa particular, a Igreja ficou abandonada até a chegada da Ordem dos Dominicanos, em Uberaba, no ano de 1881, quando passaram a celebrar seus ofícios litúrgicos, no local. Enquanto isso, esses padres construíram a monumental Igreja de São Domingos concluída em 1904, ocasião em que transferiram os cultos religiosos para a sede definitiva, deixando mais uma vez abandonada a velha igrejinha.

Sem utilização, foi se deteriorando. Em 1939, um movimento em defesa da preservação do imóvel, integrado por Gabriel Toti e outros intelectuais, resultou no tombamento, oficializado pelo SPHAN (Hoje IPHAN). No mesmo ano, deu-se início à reforma e a reinauguração aconteceu em 1941.

Na década de 1970, passou por mais um restauro, concluído em 1987. A partir dessa data, foi celebrado um convênio entre a Prefeitura Municipal de Uberaba, a Fundação Cultural e a Arquidiocese Metropolitana no qual a edificação foi transformada em Museu de Arte Sacra, aberto à visitação pública. Além dos objetos doados pela comunidade e pelos padres da cidade, o Museu manteve em seu acervo 2 bens móveis tombados pelo município: os anjos tocheiros e as indumentárias eclesiásticas.

Em 2009, a Igreja-Museu passou por um novo restauro e teve suas portas fechadas até o dia de Santa Rita, 22 de maio, quanto foi novamente entregue aos uberabenses.
Sem demérito nenhum aos outros bens culturais de Uberaba, mas a igreja de Santa Rita simboliza, charmosamente, o patrimônio cultural uberabense.

Danilo Ferrari
Luiz H. Cellurale

terça-feira, 19 de maio de 2009

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - 1837 AOS DIAS DE HOJE

Nasceu em Goiás, em 29 de setembro de 1855. Ordenou-se sacerdote na França, em 1879. Foi padre, professor, político e jornalista. Lecionou teologia e latim no Seminário de Santa Cruz, entre 1880 a 1889. Em 1881, assumiu a função de Vigário Geral da Diocese de Uberaba e Cônego Honorário da Capela Imperial, no Rio de Janeiro. Foi eleito deputado geral (deputado federal), em 1886, pelo Partido Conservador. No ano de 1887, catequizou índios na região do Araguaia e Tocantins.
A primeira gestão se deu em função das quatro vezes em que, como vice-presidente da Câmara, substituiu Silvino Pacheco de Araújo. O segundo cargo foi ocupado devido à renúncia do vereador João Henrique Sampaio, eleito agente executivo nesse período.
Em 1917, por iniciativa de José Maria dos Reis, o governo do Estado criou o Aprendizado Agrícola Borges Sampaio. O Cine Politeama foi inaugurado e houve um surto da gripe espanhola no qual muitos morreram. O prédio da Câmara foi demolido em 1918 e, em 1919, fundado o Herd Book Zebu: registro genealógico da raça. O novo prédio da Câmara, ornamentado pelo painel Uberaba Princesa do Sertão, pintado por Vicente Corcione e Rodolfo Mosello, foi inaugurado em 1920.
Como prefeito, conseguiu, por meio das autoridades governamentais da época, a instalação das linhas de transmissão de sinais de telégrafos entre Goiás, Cuiabá e Uberaba e fundou os jornais: Gazeta de Goiânia, Estado de Goiás e A Imprensa.

sábado, 16 de maio de 2009

HISTÓRIAS DE VIDA


16 de maio de 2009, segundo Dia Internacional de Histórias de Vida, uma oportunidade para celebrar e promover as histórias de vida, fortalecendo um movimento crítico pela democratização da cultura e pela transformação social. O Dia Internacional é organizado pela Rede Internacional de Museus da Pessoa (Brasil, Canadá, E.U.A e Portugal) e pelo Centre of Digital Storytelling Network (EUA, Canadá, Dinamarca, República Tcheca, Irlanda e Portugal).
Para este ano foi escolhido o tema Migração e Refugiados. A Comissão de Direitos Humanos da ONU estima que existem 21 milhões de refugiados atualmente. De acordo com a Organização Mundial de Migração, há 200 milhões de imigrantes internacionais no mundo.
No DIA INTERNACIONAL DE HISTÓRIA DE VIDA, o Jornal da Manhã e o Arquivo Público de Uberaba destacam as histórias de Maria Filipa, Akira e Johannes Kasbergen.

Maria Filipa Veríssimo C.N. Simão - Portugal

Porque escolhemos o Brasil e porque viemos para Uberaba:
Janeiro de 1975, chegamos ao Brasil, eu, meu marido, dois filhos e esperando o terceiro. Vieram também, três malas de roupa e umas duas sacolas com os indispensáveis acessórios de criança.
O motivo que nos trouxe, foi uma guerra. Como tantas outras, acontecimento recorrente na História da Humanidade. Só mudam os objetivos, as táticas militares, os métodos de tortura, a tecnologia mortífera.
Nossos pais haviam passado por semelhante experiência no "pós 2ª guerra mundial", quando decidiram abandonar Portugal para se estabelecerem em Angola, ex-colônia na África.
E foi lá que crescemos, estudamos, fizemos amigos, por acaso nos conhecemos, casamos e tivemos dois filhos. Foi lá que projetamos nosso futuro, numa terra que considerávamos nossa e amávamos com todas as suas particularidades e exotismos.
No entanto, Portugal, a pátria-mãe-colonizadora, que mal saíra da devastação da 2ª guerra, que mal saíra da bárbara invasão das tropas de Napoleão, estava agora envolvida na luta pelo domínio de seus territórios, além-mar.
Contingentes de vidas jovens, foram investidos nesta empreitada. A injusta situação das populações nativas, obrigadas a assistir suas riquezas minerais se esvaírem sem benefício próprio, tudo isto e muito mais, conduziu à revolta que culminou no golpe de estado em Lisboa, conhecido como "A revolução dos cravos".
Enquanto os militares assumiam o governo depois de quarenta anos de ditadura, nas colônias prevalecia o caos perante a inesperada "situação de independência". A falta de preparo dos partidos que a pleiteavam há décadas, ficou evidente.
A violência, a anarquia e o revanchismo tomaram conta, de norte a sul. Veio então o veredito : cidadãos de origem européia, seriam obrigados a deixar o país. Sem direito a transferências de valores, quaisquer que fossem, já que tudo seria nacionalizado e confiscado.
Foi por isso que chegamos ao Brasil, eu, meu marido, dois filhos e esperando o terceiro. Escolhemos pela afinidade com a sua História, sua música, o futebol ... sua conhecida hospitalidade, as belezas naturais, o clima e por toda a informação que nos chegava sobre esta terra e suas gentes.
Viemos para Uberaba em setenta e nove, porque meu marido aceitou a transferência pela empresa em que trabalhava no Rio de Janeiro, a Fosfértil. Aqui criamos nossos filhos e aqui investimos nossa juventude, trabalho e pretensões.A cidade nos encantou à primeira vista, com seu casario eclético, as igrejas... as àrvores, o céu, o artesanato, os doces, os queijos!
E as amigas mineiras? vou falar delas não, quero chorar cause disso aqui não, uai !!!
Não encontro palavras adequadas para descrever o que sinto pela cidade, onde até já nasceu um de meus netos. Se meu modesto trabalho artístico puder revelar alguma coisa ... é isso!
Rogo a Deus para que proteja este imenso país, verdadeira mina de riquezas, campo inesgotável de oportunidades e talentos, como era minha África... Que se iluminem as mentes dos poderosos do Bem, para que possam administrar tudo isto com Patriotismo e Justiça ! Obrigada Brasil, obrigada Uberaba !
Com muito carinho,
Filipa
Uberaba, maio de 2009.

Akira Komatsuda - Japão
Akira Komatsuda (Quando chegou ao Brasil, no porto de Santos, foi registrado em seus documentos Akira Komatuda, mas ele registrou seus filhos com o sobrenome Komatsuda.) nasceu em Hokkaido, Japão, em 21/03/1931. Veio com seus pais para o Brasil, em 1939, em busca de prosperidade, esperança e um futuro promissor.
Primeiramente, afixaram residência em uma fazenda, na cidade paulista de Paulo de Faria, e trabalharam em lavouras de café. Devido às dificuldades encontradas no trabalho agrícola, veio para Uberaba, sozinho, aos 20 anos, de Aqui exerceu diversas atividades e nessas experiências conheceu o fotógrafo Kazuo Oshio, proprietário do Foto Uberaba. Aprendeu o ofício de fotógrafo e, posteriormente, abriu seu próprio estabelecimento, o Foto Akira, à Rua Arthur Machado, onde ficou por 38 anos. Além disso, foi funcionário da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, por 15 anos, no cargo de operador de fotografia.
Casou-se com a Sra. Teresa Horiuchi Komatuda. Teve 3 filhos e 3 netos. Faleceu em 29/03/2009.
Boa parte da história de Uberaba passou pelas lentes das máquinas fotográficas do Akira Komatsuda, que, nas palavras de Ataliba Guaritá Neto (jornal Lavoura e Comércio – 21/05/1968) era “Homem íntegro e trabalhador. Repórter fotográfico que venceu de ponta a ponta. Esposo e pai exemplar. É amigo dos melhores. Assim retrato Akira”.

Johannes Alphonsus Maria Kasbergen - Holanda

Johannes Alphonsus Maria Kasbergen nasceu em 10/10/1934, em Haia, Holanda.
Fez curso de conserto de rádio e TV e resolveu imigrar para o Brasil em busca de novas oportunidades e pro ter parentes por aqui e.
Chegou ao Brasil em fins de 1954 e foi para Belo Horizonte, onde morava um tio que era padre. Trabalhou como técnico de conserto de rádios e televisores em diversas autorizadas da Philips. Posteriormente, foi gerente de uma fábrica de televisores e, em 1969, ingressou na Embratel como responsável pelo centro de televisão, em Belo Horizonte.
Formou-se em Engenharia Eletroeletrônica com habilitação em telecomunicações, em 1976 e, em 1977, mudou-se para Uberaba para ser o responsável pela área técnica da Embratel. Em 1986 foi promovido a gerente geral de operações. Pertence ao Rotary Club de Uberaba desde 1978. Já foi presidente da instituição e, em 2006, foi Governador do Distrito 4770.
Atualmente, aposentado, é tenor do Coral do Instituto Musical Uberabense e editor do boletim informativo “O Companheiro”, do Rotary Club de Uberaba.
Casado, desde 1964, com a Sra. Maria de Lourdes Leão Kasbergen. Tem 3 filhos e 3 netos.
Em suas palavras: “Minha imigração foi bem sucedida.”



Marise Diniz
Danilo Ferrari

terça-feira, 5 de maio de 2009

UBERABÃO, O MAJESTOSO


O Estádio Engenheiro João Guido, ou carinhosamente e popularmente conhecido como Uberabão, foi inaugurado em 10 de Junho de 1972, com toda a pompa e circunstância, tendo como jogo inicial, Seleção Brasileira principal (sem Pelé, que tinha se despedido da seleção, no ano anterior) X Seleção Brasileira olímpica. O resultado foi 2 a 1 para a seleção Brasileira principal. Rivelino fez o primeiro gol, Zé Carlos empatou para a seleção olímpica e Jairzinho deu números finais à partida.

O sonho de nossa cidade em possuir um estádio à altura de grandes jogos e espetáculos não se realizou do dia para a noite. Foram 10 anos para essa consolidação, começando por 1962, quando o presidente do Uberaba Sport Clube, Dr. Edgard Rodrigues da Cunha, adquiriu o terreno da antiga Chácara dos Pereiras e deu início à construção do campo esportivo que, em principio, seria destinado ao USC. Por falta de entendimento da diretoria, não se deu prosseguimento à obra. Em 1968, o prefeito João Guido se entusiasmou com o projeto, Dr. Edgard doou o terreno ao município e a obra foi retomada. A partir dessa doação, o estádio passava a ser municipal, sob responsabilidade da prefeitura.

Até 1982, era o segundo maior estádio de Minas Gerais, porém perdemos esse posto com a construção do Estádio João Havelange/ Parque do Sabiá, em Uberlândia.
Nesses quase 37 anos, o futebol brasileiro mudou muito, os clubes do interior têm muitas dificuldades para montar grandes esquadrões e tanto o Uberaba Sport, quanto o Nacional se inserem nesse contexto, mas o Majestoso Uberabão está aí para ser o palco de grandes espetáculos futebolísticos.

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS


Foi farmacêutico.
No período de sua gestão, a rua do Comércio ganhou o nome de Rua Artur Machado e o edifício do Fórum e a agência do Banco do Brasil foram inaugurados (1916). O prédio da Câmara foi demolido (1918) e o atual é o mesmo modelo de 1920.
Incumbiu o engenheiro da Câmara Dr. Raul Mesquita de construir uma grande cisterna na Praça Aristides Borges, para fornecer água aos habitantes.
Foi substituído por quatro vezes pelo Monsenhor Ignácio e renunciou em 1920, deixando o cargo para o Coronel Manoel terra.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Parceria APU/Agronelli

Alunos da E.E. SUPAM

Educandário Menino Jesus de Praga

E.M. Ester Limírio Brigagão
Os alunos visitaram o Arquivo Público e visualizaram o acervo dos bairros sobre os quais irão pesquisar. A segunda etapa é a escrita da história de vida com a equipe do Arquivo indo até às escolas.
Os bairros deste ano são: Abadia (entorno da escola SUPAM), Boa Vista (entorno da Escola João Pinheiro e Fidelis Reis), Residencial 2000 (Escola Ester Limírio e Acolhida Marista); Jardim Triângulo (Guadalupe), Mercês (Casa do Menino), Vila Militar (Educandário), Capelinha do Barreiro (Escola José M. Cherém).