segunda-feira, 25 de maio de 2009

IGREJA SANTA RITA É DEVOLVIDA À COMUNIDADE

Iniciou-se a construção da Igreja de Santa Rita, em 1854, pelo agente dos correios, em Uberaba, Cândido Justiniano da Lira Gama, em pagamento a uma promessa de deixar o vício do alcoolismo. A conclusão da obra aconteceu 20 anos depois, quando o templo ganhou os contornos arquitetônicos que mantém atualmente.

Por ter sido construída por iniciativa particular, a Igreja ficou abandonada até a chegada da Ordem dos Dominicanos, em Uberaba, no ano de 1881, quando passaram a celebrar seus ofícios litúrgicos, no local. Enquanto isso, esses padres construíram a monumental Igreja de São Domingos concluída em 1904, ocasião em que transferiram os cultos religiosos para a sede definitiva, deixando mais uma vez abandonada a velha igrejinha.

Sem utilização, foi se deteriorando. Em 1939, um movimento em defesa da preservação do imóvel, integrado por Gabriel Toti e outros intelectuais, resultou no tombamento, oficializado pelo SPHAN (Hoje IPHAN). No mesmo ano, deu-se início à reforma e a reinauguração aconteceu em 1941.

Na década de 1970, passou por mais um restauro, concluído em 1987. A partir dessa data, foi celebrado um convênio entre a Prefeitura Municipal de Uberaba, a Fundação Cultural e a Arquidiocese Metropolitana no qual a edificação foi transformada em Museu de Arte Sacra, aberto à visitação pública. Além dos objetos doados pela comunidade e pelos padres da cidade, o Museu manteve em seu acervo 2 bens móveis tombados pelo município: os anjos tocheiros e as indumentárias eclesiásticas.

Em 2009, a Igreja-Museu passou por um novo restauro e teve suas portas fechadas até o dia de Santa Rita, 22 de maio, quanto foi novamente entregue aos uberabenses.
Sem demérito nenhum aos outros bens culturais de Uberaba, mas a igreja de Santa Rita simboliza, charmosamente, o patrimônio cultural uberabense.

Danilo Ferrari
Luiz H. Cellurale

terça-feira, 19 de maio de 2009

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - 1837 AOS DIAS DE HOJE

Nasceu em Goiás, em 29 de setembro de 1855. Ordenou-se sacerdote na França, em 1879. Foi padre, professor, político e jornalista. Lecionou teologia e latim no Seminário de Santa Cruz, entre 1880 a 1889. Em 1881, assumiu a função de Vigário Geral da Diocese de Uberaba e Cônego Honorário da Capela Imperial, no Rio de Janeiro. Foi eleito deputado geral (deputado federal), em 1886, pelo Partido Conservador. No ano de 1887, catequizou índios na região do Araguaia e Tocantins.
A primeira gestão se deu em função das quatro vezes em que, como vice-presidente da Câmara, substituiu Silvino Pacheco de Araújo. O segundo cargo foi ocupado devido à renúncia do vereador João Henrique Sampaio, eleito agente executivo nesse período.
Em 1917, por iniciativa de José Maria dos Reis, o governo do Estado criou o Aprendizado Agrícola Borges Sampaio. O Cine Politeama foi inaugurado e houve um surto da gripe espanhola no qual muitos morreram. O prédio da Câmara foi demolido em 1918 e, em 1919, fundado o Herd Book Zebu: registro genealógico da raça. O novo prédio da Câmara, ornamentado pelo painel Uberaba Princesa do Sertão, pintado por Vicente Corcione e Rodolfo Mosello, foi inaugurado em 1920.
Como prefeito, conseguiu, por meio das autoridades governamentais da época, a instalação das linhas de transmissão de sinais de telégrafos entre Goiás, Cuiabá e Uberaba e fundou os jornais: Gazeta de Goiânia, Estado de Goiás e A Imprensa.

sábado, 16 de maio de 2009

HISTÓRIAS DE VIDA


16 de maio de 2009, segundo Dia Internacional de Histórias de Vida, uma oportunidade para celebrar e promover as histórias de vida, fortalecendo um movimento crítico pela democratização da cultura e pela transformação social. O Dia Internacional é organizado pela Rede Internacional de Museus da Pessoa (Brasil, Canadá, E.U.A e Portugal) e pelo Centre of Digital Storytelling Network (EUA, Canadá, Dinamarca, República Tcheca, Irlanda e Portugal).
Para este ano foi escolhido o tema Migração e Refugiados. A Comissão de Direitos Humanos da ONU estima que existem 21 milhões de refugiados atualmente. De acordo com a Organização Mundial de Migração, há 200 milhões de imigrantes internacionais no mundo.
No DIA INTERNACIONAL DE HISTÓRIA DE VIDA, o Jornal da Manhã e o Arquivo Público de Uberaba destacam as histórias de Maria Filipa, Akira e Johannes Kasbergen.

Maria Filipa Veríssimo C.N. Simão - Portugal

Porque escolhemos o Brasil e porque viemos para Uberaba:
Janeiro de 1975, chegamos ao Brasil, eu, meu marido, dois filhos e esperando o terceiro. Vieram também, três malas de roupa e umas duas sacolas com os indispensáveis acessórios de criança.
O motivo que nos trouxe, foi uma guerra. Como tantas outras, acontecimento recorrente na História da Humanidade. Só mudam os objetivos, as táticas militares, os métodos de tortura, a tecnologia mortífera.
Nossos pais haviam passado por semelhante experiência no "pós 2ª guerra mundial", quando decidiram abandonar Portugal para se estabelecerem em Angola, ex-colônia na África.
E foi lá que crescemos, estudamos, fizemos amigos, por acaso nos conhecemos, casamos e tivemos dois filhos. Foi lá que projetamos nosso futuro, numa terra que considerávamos nossa e amávamos com todas as suas particularidades e exotismos.
No entanto, Portugal, a pátria-mãe-colonizadora, que mal saíra da devastação da 2ª guerra, que mal saíra da bárbara invasão das tropas de Napoleão, estava agora envolvida na luta pelo domínio de seus territórios, além-mar.
Contingentes de vidas jovens, foram investidos nesta empreitada. A injusta situação das populações nativas, obrigadas a assistir suas riquezas minerais se esvaírem sem benefício próprio, tudo isto e muito mais, conduziu à revolta que culminou no golpe de estado em Lisboa, conhecido como "A revolução dos cravos".
Enquanto os militares assumiam o governo depois de quarenta anos de ditadura, nas colônias prevalecia o caos perante a inesperada "situação de independência". A falta de preparo dos partidos que a pleiteavam há décadas, ficou evidente.
A violência, a anarquia e o revanchismo tomaram conta, de norte a sul. Veio então o veredito : cidadãos de origem européia, seriam obrigados a deixar o país. Sem direito a transferências de valores, quaisquer que fossem, já que tudo seria nacionalizado e confiscado.
Foi por isso que chegamos ao Brasil, eu, meu marido, dois filhos e esperando o terceiro. Escolhemos pela afinidade com a sua História, sua música, o futebol ... sua conhecida hospitalidade, as belezas naturais, o clima e por toda a informação que nos chegava sobre esta terra e suas gentes.
Viemos para Uberaba em setenta e nove, porque meu marido aceitou a transferência pela empresa em que trabalhava no Rio de Janeiro, a Fosfértil. Aqui criamos nossos filhos e aqui investimos nossa juventude, trabalho e pretensões.A cidade nos encantou à primeira vista, com seu casario eclético, as igrejas... as àrvores, o céu, o artesanato, os doces, os queijos!
E as amigas mineiras? vou falar delas não, quero chorar cause disso aqui não, uai !!!
Não encontro palavras adequadas para descrever o que sinto pela cidade, onde até já nasceu um de meus netos. Se meu modesto trabalho artístico puder revelar alguma coisa ... é isso!
Rogo a Deus para que proteja este imenso país, verdadeira mina de riquezas, campo inesgotável de oportunidades e talentos, como era minha África... Que se iluminem as mentes dos poderosos do Bem, para que possam administrar tudo isto com Patriotismo e Justiça ! Obrigada Brasil, obrigada Uberaba !
Com muito carinho,
Filipa
Uberaba, maio de 2009.

Akira Komatsuda - Japão
Akira Komatsuda (Quando chegou ao Brasil, no porto de Santos, foi registrado em seus documentos Akira Komatuda, mas ele registrou seus filhos com o sobrenome Komatsuda.) nasceu em Hokkaido, Japão, em 21/03/1931. Veio com seus pais para o Brasil, em 1939, em busca de prosperidade, esperança e um futuro promissor.
Primeiramente, afixaram residência em uma fazenda, na cidade paulista de Paulo de Faria, e trabalharam em lavouras de café. Devido às dificuldades encontradas no trabalho agrícola, veio para Uberaba, sozinho, aos 20 anos, de Aqui exerceu diversas atividades e nessas experiências conheceu o fotógrafo Kazuo Oshio, proprietário do Foto Uberaba. Aprendeu o ofício de fotógrafo e, posteriormente, abriu seu próprio estabelecimento, o Foto Akira, à Rua Arthur Machado, onde ficou por 38 anos. Além disso, foi funcionário da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, por 15 anos, no cargo de operador de fotografia.
Casou-se com a Sra. Teresa Horiuchi Komatuda. Teve 3 filhos e 3 netos. Faleceu em 29/03/2009.
Boa parte da história de Uberaba passou pelas lentes das máquinas fotográficas do Akira Komatsuda, que, nas palavras de Ataliba Guaritá Neto (jornal Lavoura e Comércio – 21/05/1968) era “Homem íntegro e trabalhador. Repórter fotográfico que venceu de ponta a ponta. Esposo e pai exemplar. É amigo dos melhores. Assim retrato Akira”.

Johannes Alphonsus Maria Kasbergen - Holanda

Johannes Alphonsus Maria Kasbergen nasceu em 10/10/1934, em Haia, Holanda.
Fez curso de conserto de rádio e TV e resolveu imigrar para o Brasil em busca de novas oportunidades e pro ter parentes por aqui e.
Chegou ao Brasil em fins de 1954 e foi para Belo Horizonte, onde morava um tio que era padre. Trabalhou como técnico de conserto de rádios e televisores em diversas autorizadas da Philips. Posteriormente, foi gerente de uma fábrica de televisores e, em 1969, ingressou na Embratel como responsável pelo centro de televisão, em Belo Horizonte.
Formou-se em Engenharia Eletroeletrônica com habilitação em telecomunicações, em 1976 e, em 1977, mudou-se para Uberaba para ser o responsável pela área técnica da Embratel. Em 1986 foi promovido a gerente geral de operações. Pertence ao Rotary Club de Uberaba desde 1978. Já foi presidente da instituição e, em 2006, foi Governador do Distrito 4770.
Atualmente, aposentado, é tenor do Coral do Instituto Musical Uberabense e editor do boletim informativo “O Companheiro”, do Rotary Club de Uberaba.
Casado, desde 1964, com a Sra. Maria de Lourdes Leão Kasbergen. Tem 3 filhos e 3 netos.
Em suas palavras: “Minha imigração foi bem sucedida.”



Marise Diniz
Danilo Ferrari

terça-feira, 5 de maio de 2009

UBERABÃO, O MAJESTOSO


O Estádio Engenheiro João Guido, ou carinhosamente e popularmente conhecido como Uberabão, foi inaugurado em 10 de Junho de 1972, com toda a pompa e circunstância, tendo como jogo inicial, Seleção Brasileira principal (sem Pelé, que tinha se despedido da seleção, no ano anterior) X Seleção Brasileira olímpica. O resultado foi 2 a 1 para a seleção Brasileira principal. Rivelino fez o primeiro gol, Zé Carlos empatou para a seleção olímpica e Jairzinho deu números finais à partida.

O sonho de nossa cidade em possuir um estádio à altura de grandes jogos e espetáculos não se realizou do dia para a noite. Foram 10 anos para essa consolidação, começando por 1962, quando o presidente do Uberaba Sport Clube, Dr. Edgard Rodrigues da Cunha, adquiriu o terreno da antiga Chácara dos Pereiras e deu início à construção do campo esportivo que, em principio, seria destinado ao USC. Por falta de entendimento da diretoria, não se deu prosseguimento à obra. Em 1968, o prefeito João Guido se entusiasmou com o projeto, Dr. Edgard doou o terreno ao município e a obra foi retomada. A partir dessa doação, o estádio passava a ser municipal, sob responsabilidade da prefeitura.

Até 1982, era o segundo maior estádio de Minas Gerais, porém perdemos esse posto com a construção do Estádio João Havelange/ Parque do Sabiá, em Uberlândia.
Nesses quase 37 anos, o futebol brasileiro mudou muito, os clubes do interior têm muitas dificuldades para montar grandes esquadrões e tanto o Uberaba Sport, quanto o Nacional se inserem nesse contexto, mas o Majestoso Uberabão está aí para ser o palco de grandes espetáculos futebolísticos.

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS


Foi farmacêutico.
No período de sua gestão, a rua do Comércio ganhou o nome de Rua Artur Machado e o edifício do Fórum e a agência do Banco do Brasil foram inaugurados (1916). O prédio da Câmara foi demolido (1918) e o atual é o mesmo modelo de 1920.
Incumbiu o engenheiro da Câmara Dr. Raul Mesquita de construir uma grande cisterna na Praça Aristides Borges, para fornecer água aos habitantes.
Foi substituído por quatro vezes pelo Monsenhor Ignácio e renunciou em 1920, deixando o cargo para o Coronel Manoel terra.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Parceria APU/Agronelli

Alunos da E.E. SUPAM

Educandário Menino Jesus de Praga

E.M. Ester Limírio Brigagão
Os alunos visitaram o Arquivo Público e visualizaram o acervo dos bairros sobre os quais irão pesquisar. A segunda etapa é a escrita da história de vida com a equipe do Arquivo indo até às escolas.
Os bairros deste ano são: Abadia (entorno da escola SUPAM), Boa Vista (entorno da Escola João Pinheiro e Fidelis Reis), Residencial 2000 (Escola Ester Limírio e Acolhida Marista); Jardim Triângulo (Guadalupe), Mercês (Casa do Menino), Vila Militar (Educandário), Capelinha do Barreiro (Escola José M. Cherém).