quinta-feira, 23 de julho de 2009

Arquivo em Revista

Artigo do APU, "A ação educativa do Arquivo Público de Uberaba: um relato de experiências" foi publicado na revista Registro, periódico editado pelo Arquivo Público Municipal de Indaiatuba/SP.
O texto discorre sobre as ações pedagógicas que visam a formação do cidadão comprometido com a preservação histórica, arquitetônica e cultural. O APU envolve a comunidade, principalmente estudantes, nessas ações e incentiva a pesquisa, usando como fonte o acervo da instituição. Além disso, estimula a ampliação do conhecimento e do próprio acervo, tornando os documentos conhecidos e de domínio público.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O TRANSPORTE COLETIVO EM UBERABA

Essa modalidade de transporte, em Uberaba, teve início no começo da década de 1940 e foi consolidada com a inauguração da primeira Estação Rodoviária, em 1945, na Praça da Bandeira (atual Praça Doutor Jorge Frange), no bairro São Benedito.

Os pioneiros do transporte coletivo municipal foram os empresários Agesípolis Duarte Villela, por meio da empresa Rex, e Manoel Alcalá, cuja empresa tinha o seu nome, que já atuavam no transporte coletivo intermunicipal. No ínicio da década de 1950, Osvaldo Ribeiro do Nascimento, popularmente chamado de Espeto, comprou a firma de Alcalá que passou a se chamar Empresa de Tranportes Líder.

Na primeira metade da década de 1960, surgiu a Transportes Urbano Limitada (TUL), criada por Francisco Lopes Velludo. Vale ressaltar que cada empresa ficava com determinadas linhas, portanto, nesse período, Uberaba contou com 3 empresas em atividades no transporte urbano.
Na segunda metade da década de 1960, a TUL incorporou as empresas Rex e Líder, monopolizou o ramo e manteve o nome “Líder”. Posteriormente, essa empresa – que atuou no transporte coletivo, em nossa cidade, até 1990 –foi vendida para 10 sócios. Por divergências entre o municipio e a empresa, a partir dessa data até os nossos dias, a Transmil é a concessionária do Transporte Coletivo em Uberaba.


Danilo Costa Ferrari

LEITURAS INTERESSANTES


A História Viva de Uberaba

Natural de Itabira, Minas Gerais, o autor, Décio Bragança Silva, é uberabense de coração. Seminarista de formação franciscana, aos 12 anos, já lecionava e é conhecido por sua maneira irreverente de ensinar. Para ele, a verdadeira educação é aquela que vem seguida pela libertação através do amor. Lecionou nos Colégios: Marista Diocesano e Nossa Senhora das Dores, na Faculdade de Ciências e Letras Santo Tomás de Aquino (FISTA) e, hoje, atua na Universidade de Uberaba (UNIUBE).

Nesta obra, Décio relembra o projeto “Encontros – O pensamento Vivo de...”, um dos vários da área de extensão da UNIUBE, cujo objetivo era recontar a história de Uberaba por meio das pessoas. “Afinal, é o homem que faz a história”.

Na apresentação, Lídia Prata conta que, durante 40 semanas, Décio ouviu algumas das mais expressivas personalidades uberabenses e essas entrevistas – contendo interessantes depoimentos, sequenciados nos itens: infância, família, escola e professores, profissão, o amor, o homem e temas particulares de domínio de cada entrevistado – foram publicadas, aos domingos, no Jornal da Manhã e retratam o pensamento vivo daqueles que fazem a história desta cidade. O livro reúne todo o trabalho desenvolvido em 1993.

Além dos depoimentos, o livro apresenta os capítulos: “O pensamento vivo dos jovens sobre o amor” e “O pensamento vivo de professores sobre a educação”, “As pessoas por uberabense” e a preferência musical dos entrevistados.

A capa do livro é a reprodução da pintura de Anatólio Magalhães “A praça em três tempos”, exposta na Câmara Municipal de Uberaba.

Outras obras no acervo do APU:
Diário de um libertário (2007)

Marise Diniz

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS

Filho de Manoel Rodrigues da Cunha, que pertenceu à primeira Câmara Municipal de Uberaba, ao lado do Capitão Domingos da Silva e Oliveira, irmão de Major Eustáquio. Foi agropecuarista, constituinte estadual (1894), vereador e agente executivo (1927) e um dos fundadores do Clube da Lavoura e Comércio de Uberaba e do Jornal Lavoura e Comércio (1899). Viúvo de D. Mariana, casou-se com Elvira Castro Cunha e teve 13 filhos.

Como Agente Executivo, desapropriou o Cine São Luís, posteriormente adquirido por sua família e executou reparos no telhado do Mercado, inaugurado em sua administração.

Durante sua gestão, em 1924, foi fundada a Escola Técnica de Comércio José Bonifácio. Em 1925, época em que fraudes eram comuns, a polícia percorria as ruas, amedrontando os eleitores no período da eleição de dois candidatos a vereador. Leopoldino fechou a Câmara em prol da autonomia do município e contra a tirania do Estado, dizendo: Eu não entrego o que é do povo para ninguém. Seus adversários arrombaram a porta e destituíram Alexandre Barbosa e Lucas Borges. O Cine Teatro Royal foi inaugurado, o primeiro trem da Estrada de Ferro Oeste de Minas chega à cidade e o uberabense Alaor Prata era o prefeito do Rio de Janeiro, nomeado pelo Presidente da República.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Férias de julho

O bairro rural de Peirópolis localiza-se a 20 Km de Uberaba, às margens da BR 262, sentido Araxá. A primeira atividade do vilarejo foi a extração de calcário.

No final da década de 1940, com a descoberta dos fósseis, o local passou a ser bastante visitado por estudantes e interessados em Paleontologia. Em 1992, foi fundado o Museu dos Dinossauros.

Além de ser uma referência nacional na área da paleontologia, é um lugar agradável onde se pode passear e descansar, pois oferece pousadas, restaurantes e cachoeiras. Todo o conjunto arquitetônico foi tombado, em 1994, pelo Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (CONPHAU).

Peirópolis foi uma indicação de Jaki. Obrigado pela participação!
Divulgue e volte sempre ao blog!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Férias de julho: indique pontos turísticos


Indicamos 4 pontos a serem visitados em Uberaba e você pode indicar outros que publicaremos no BLOG:

Mercado Municipal: fundado em 1924, é centro comercial, lugar de encontros para prosear, aos domingos, comer pastel, apreciar quitutes e doces mineiros. No piso superior, as artesãs trabalham com o tear e pode-se observar todo o processo artesanal, além de outros trabalhos artísticos. Em 1994, foi tombado pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (CONPHAU)

Igreja Santa Rita: sua construção iniciou-se em 1854 e terminou em 1874. É o único bem tombado no Triângulo Mineiro, pelo Instituto de Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN), em 1939.

Igreja Nossa Senhora da Abadia: foi construída, primeiramente, uma capela, em 1889. No dia 15 de agosto, acontece a festa religosa mais tradicional da cidade. Em 1940, foi construída a torre e nela fica a imagem de N.S. da Abadia.

Igreja São Domingos: a construção datada de 1904, teve como base a pedra tapiocanga, pedra avermelhada, própria da nossa região. Foi a primeira igreja dominicana no Brasil. Em 2003, foi tombada pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (CONPHAU).

terça-feira, 7 de julho de 2009

LEITURAS INTERESSANTES


Lauro Fontoura nasceu em Monte Alegre de Minas em 1903 e faleceu em Uberaba em 1977. Foi jornalista, professor, advogado, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de MG e prefeito de Uberaba num período transitório (1946-1947).
Escreveu o livro de poesias: “Ciclo do amor e da vida” pela editora Rio Grande, sem data. As ilustrações são de Pedro Riccioppo.
Uma das poesias:
ÚLTIMO POEMA

Depois de criar doutrinas e teorias,
filosofias e filosofias,
eu,
depois de ser Platão e Galileu,
continuo na mesma, nada tendo,

Continuo amarrado ao rochedo,
sofrendo a angústia milenar de Prometeu
Erguer, ansioso, as mãos às estrelas distantes
e vir, depois, com as mãos vazias como dantes...

Ter os cinco sentidos para que?
Feliz é o que não sente, o que não vê!
É melhor decrescer,
voltar ao que era.
À remotíssima simplicidade,
Ao rudimentarismo da monera.

Viver em outras idades.
Sem lutas, sem arroubos, sem vertigens
Entre o ser e o não ser.
Viver na inércia da neutralidade,
Para nada aspirar, para nada querer.

Antes voltar à antiga calma etérea,
Ao vácuo primitio das origens.
Antes, ao ser que pensa, o vegetal que medra,
ou ter, na infância inócua da matéria,
A paz gelada e mineral da pedra.

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS

Uberabense, nasceu em 1893. Em 1915, formou-se em Direito, em Belo Horizonte. Foi redator e proprietário do jornal Estado de Minas e, por meio dele, desenvolveu campanhas em prol das classes pobres e oprimidas e lutou pela moralidade administrativa. Dirigiu de 1917 a 1918, o Colégio Rio Branco. Viajou para Índia trazendo zebu. Na época existiam dois partidos: os pacholas (oposição) e os araras (PRM). Ausentou-se para assumir a Câmara dos deputados federais. Durante sua gestão:
- exonerou funcionários considerados inúteis.
- no intuito de organizar o ensino, solicitou o apoio para do Sr. Alceu de Souza Novaes, inspetor escolar e membro do Conselho do Ensino no Estado.
- prestou assistência técnica às escolas, elaborou e executou um programa de ensino municipal.
- reformou escolas e a Igreja Matriz, objetivando a preservação do patrimônio arquitetônico e do relógio da Matriz
- reformulou o salário dos professores,
- estabeleceu concurso para nomeações.
- idealizou a abertura da grande avenida central que hoje tem seu nome.
- solicitou um plano de viação municipal e de melhorias nas estradas.
A Praça da Matriz passa se chamar Praça Rui Barbosa, funda-se a Associação Comercial e Industrial de Uberaba, a Igreja do Rosário é demolida e é instalado o Curso Superior de Datilografia (1923). Nesse mesmo ano, assumiu o cargo de deputado, no Congresso Federal (RJ), foi substituído pelo Coronel Manoel Terra e, em 1924, pelo Coronel Geraldino Rodrigues da Cunha.
De acordo com informações do Boletim do Arquivo de 1997, no período em que se ausentou para trabalhar no Congresso Federal, a oposição – representada pelos fazendeiros filiados ao Partido Republicano Mineiro (PRM) – demitiu os funcionários do primeiro e do segundo escalão. As eleições de janeiro de 1925 poderiam por fim a essa situação.
O PRM pressionou os funcionários da penitenciária, das escolas estaduais e do Correio para que votassem contra a Coligação de Leopoldino, mas as apurações deram a vitória aos seus partidários. No entanto, o próprio Presidente da Província de Minas Gerais ordenou ao Comandante do Batalhão local que tomasse a Câmara de Vereadores e impedisse a posse dos vitoriosos. Leopoldino não pôde passar o cargo para o presidente eleito da Câmara, seu sucessor, e fechou o prédio, sitiado por 90 praças. Retirou-se do local sem entregar as chaves da Câmara e disse, em carta, que só o faria aos seus legítimos donos, o povo e os vereadores eleitos.
Os adversários de Leopoldino apoderaram-se da Câmara, arrombando a porta. Não deram posse aos eleitos e anularam as forças da oposição a poder de baionetas, fuzis e canhões, manejados pela Força Pública.
Leopoldino morreu no dia 29 de agosto de 1929.