segunda-feira, 17 de agosto de 2009

UBERABA E O PODER LEGISLATIVO - DE 1837 AOS DIAS ATUAIS

O médico Olavo Rodrigues da Cunha foi o mais jovem Agente Executivo de Uberaba, aos 26 anos de idade, e substituiu seu pai, Agente Executivo da gestão anterior.

Entre 1927 e 1928, a cidade vivia uma efervescência de inaugurações, ampliações, fusões de indústrias e outros acontecimentos. Nessa época, surgiram: a Escola de Farmácia e Odontologia, a Sociedade de Medicina e Cirurgia de Uberaba e o Liceu de Artes e Ofícios; os terrenos necessários à abertura da avenida margeando o Córrego das Lages foram legalmente desapropriados, o escudo do município foi aprovado, as fábricas de tecido Caçu e Uberaba fundem-se, formando a Companhia Fabril do Triângulo Mineiro e uma lei municipal aprova a planta do Bairro São Benedito.

Em 1928, Olavo escreveu um minucioso relatório sobre sua gestão para rebater a propaganda negativa contra sua administração. Durante seu governo: instalou-se a Guarda Municipal, as dívidas com impostos dos contribuintes reconhecidamente pobres foram perdoadas, um prédio escolar foi construído à Rua Padre Zeferino, o Beco da Liberdade (entre a Vigário Silva e a Carlos Rodrigues da Cunha) foi fechado e os terrenos para o prolongamento da rua Segismundo Mendes foram desapropriados, aprovou-se o regulamento sobre a instalação de aparelhos para o fornecimento de gasolina e óleo, liberou-se verba para o Asilo São Vicente, um terreno para a construção do novo quartel do 4° Batalhão foi doado, houve isenção de imposto para a implantação de novas indústrias e concessão de terrenos e favores para estimular a plantação de amoreiras e a criação de bicho da seda, a caravana universitária mineira, que visitava a cidade em propaganda do voto secreto, foi recebida oficialmente e o ensino municipal foi reorganizado.

Faleceu em abril de 1998.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

CATIRA



Originalmente a Catira nasceu na zona rural onde, após um dia de trabalhos em mutirão, servem-se refeições e bebidas a todos os participantes, num evento animado com danças e batuques.

Com o passar do tempo, os meeiros, agregados, empregados e empreiteiros que formavam a população rural foram se transferindo para a zona urbana e, consequentemente, levaram consigo a Catira.

Uma das características dessa manifestação cultural é a tradição familiar, pois as crianças aprendem a tocar e a dançar acompanhando os adultos, desde a infância. O principal instrumento é a viola, semelhante ao violão, porém menor, com dez ou doze cordas e de confecção artesanal. Na dança, os componentes ficam sempre um de frente para o outro, os sapateios e as palmas acompanham a batida da viola e um marcador comanda as mudanças de posição.

No passado, não só os mutirões, mas também as Festa de Reis, Juninas, ou casamentos eram pretextos para se dançar a Catira e muitos violeiros uberabenses – como Manuelzinho com suas “moda” e seus “verso dobrado” e “recortado” – deixaram canções que perduram até hoje.

Leia mais nos Cadernos de Folclore, ano I, n° 3, 1993 – publicação do APU – no qual há informações sobre a história da zona rural, os tipos de casa, a migração para as periferias da cidade, além de um glossário com os termos próprios dos catireiros.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

FOLIA DE REIS - HISTÓRIA E TRADIÇÃO EM UBERABA

A tradição das Folias remonta ao nascimento de Cristo, quando Baltazar, Gaspar e Melchior, conhecidos como os Três Reis Magos, ofereceram a Jesus: extrato de mirra, uma planta usada como remédio e muito perfumada; ouro, símbolo da riqueza, e insenso, que expressa o desapego, a humildade e a esperança.

O objetivo do cortejo é reproduzir a viagem dos Magos a Belém, ao encontro do Filho de Deus. Geralmente, ele é o resultado de uma promessa, na qual o folião, para obter a graça, se compromete a organizá-lo.

Os foliões reunem-se nas vésperas de Natal, rezam, cantam ladainhas e oram diante do presépio. Depois de abençoada a bandeira, iniciam a peregrinação que dura até o dia 06 de janeiro, dia de Reis.

Para saber mais, visite o Arquivo Público de Uberaba e pesquise nos “Cadernos de Folclore” ano I, janeiro de 1993, uma publicação do APU.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Agosto - mês do Folclore

Moçambique"Camisa verde e branco" (latas na canela: gumga)

Congada "Batalhão do Norte"
Moçambique e Congos – História e Tradição em Uberaba

Essas manifestações folclóricas são identificadas em etapas: Reinado, na qual acontece o Cortejo Real, do Rei e da Rainha, festeiros do ano; o Fitão e a Missa em Ação de Graças na qual são sorteados os novos Reis.

O agrupamento de congadeiros, moçambiqueiros ou vilões em torno das bandeiras dos Santos Padroeiros é chamado de Terno ou Guarda, formado por soldados, oficiais e dançadores. Os ternos Moçambique e Congo se diferem pelas vestimentas, pelos instrumentos e pela caracterização.

A Congada – que mostra uma admiração pela República – segue o ritmo do Congo e o estilo de Quartel, em homenagem a Marechal Deodoro da Fonseca. Em Uberaba, destaca-se o terno do Senhor Sebastião Mapuaba.

O Moçambique é uma dança sapateada e o vilão usa a sanfona como instrumento diferenciador. Cada terno tem sua cor característica e um dos mais conhecidos na cidade é o de Manoel Nazareth de Oliveira, Zinego.
Mais informações nos Cadernos de Folclore, publicados pelo APU e à disposição dos pesquisadores.