terça-feira, 29 de dezembro de 2009

UBERABA E O PODER EXECUTIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS

Engenheiro do Estado, experiente em administração pública. Foi nomeado pelo governador Benedito Valadares e recebeu a posse dos deputados Dr. João Henrique e Guilherme Ferreira.
Durante sua gestão:
- o aeroporto Santos Dumont foi inaugurado;
- Lauro Fontoura ocupou a Secretaria da Agricultura;
- Boulanger Pucci inaugurou o Centro Uberabense de Cultura Moderna;
- o movimento integralista se intensificou, na cidade;

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

LEITURAS INTERESSANTES


Barracão de barro


Lusa Andrade nasceu em Peirópolis e, segundo ela: A gente nasce artesão. A diferença entre o artista e o artesão é que aquele “cria”, enquanto que o artesão “recria”, repete.

Foi a primeira presidente da Casa de Artesão, em 1981 e é especialista em cerâmica no barro. No barro a gente faz uma repetição de figuras, até chegar às esculturas e a atividade artesanal também é uma das maneiras das pessoas manterem suas famílias.

Realizou, desde 1975, encontros com artesãos de todo o país e fundou a escola de artesanato Barracão de Barro. Já expôs seus trabalhos no Rio de Janeiro, em Brasília, São Paulo, Ribeirão Preto e em outras cidades.

Lusa apresenta em seu livro uma coletânea de contribuições teóricas pinçadas de textos importantes, aliadas a sua própria experiência.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Aparecida da Conceição Ferreira (Dona Aparecida)

Nasceu em Igarapava, no dia 19 de maio, provavelmente no ano de 1914. Casou-se, em 1934, com Clarimundo Emídio Martins e teve oito filhos: Ivone Martins Evangelista, Ivanda Martins Vieira, Evani Martins Evangelista, Boanésio Aparecido Martins, Cosme Dasmião Martins, Antônio Brás Martins, Rita Aparecida Martins e Maria José Ferreira.

Após o casamento, morando na Fazenda Santa Maria, aplicava injeção, fazia partos e mantinha uma escolinha, onde dava aula para os peões e os filhos. Posteriormente, na fazenda Nova Ponte, foi professora do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL).

Em 1956, já em Uberaba, foi convidada a trabalhar na área de isolamento do Hospital das Clínicas, cuidando de pacientes, vítimas da febre amarela. Um ano depois, o hospital começou a receber os penfigosos¹, que ficavam sob seus cuidados. Em 1958, a situação se complicou e as circunstâncias levaram Dona Aparecida a sair do hospital com 12 doentes e instalá-los em sua própria casa. Mais tarde, o diretor da Escola de Medicina e o Diretor da Saúde Pública ofereceram, por um breve período, o necrotério do Asilo São Vicente. Aos poucos, a situação foi melhorando e os doentes em condição de trabalho contribuíam com sua ajuda.


O jornalista Saulo Gomes, após conhecer Dona Aparecida, em São Paulo, veio a Uberaba, registrou e divulgou todo o trabalho desenvolvido por ela. Muitas foram as contribuições e, em 17 de fevereiro de 1962, a pedra fundamental para construção do hospital foi lançada. Sete anos depois, ele foi inaugurado.

A estrutura criada por Dona Aparecida cresceu, chegando a abrigar sapataria, padaria, confecção, marcenaria, fazenda, granja, farmácia, reciclagem de plástico, consultório dentário, espaço para atividades infantis com monitoramente pedagógico e assistência psicológica e ambulatório para atender pacientes com outras doenças de pele.

Nas palavras de Maria Leocádia de S. Silva (Revista do APU – série Memória Viva – agosto de 2004 – nº 3): ...Aparecida não conseguiu viver “só” para os doentes, ela começou a recolher os necessitados de comida, os necessitados de afeto. Seu olhar enxerga mais longe, e ela vê os que precisam e do que precisam. Este é o seu diferencial, cuidar das pessoas por inteiro: saúde, educação, profissionalização, família...

Homenagens recebidas por Dona Aparecida:

Cidadã Uberabense - CMU (1968), Destaque 1997 - PMU (1997), Cidadã Osasquense – CMO (1999), Homenagem especial – Dia da Consciência Negra – PMU (1999), Troféu Chico Xavier – PMU (2001), Comenda da Paz Chico Xavier – Governo do Estado de Minas Gerais (2001), Ordem do Mérito da Saúde no Grau “Grande Medalha do Mérito da Saúde” – Governo do Estado de Minas Gerais (2004)

1. Pênfigo vulgar: interno, causa lesões sérias. Tratamento a base de corticóide.
    Pênfigo foliáceo (fogo selvagem): bolhas na pele. Não tem causa bem definida,
    atinge a parte externa do corpo e é de fácil tratamento, feito a base de banhos externos 
    com antissépticos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O Populismo Radiofônico em Uberaba

O Rádio sempre foi um meio de comunicação de bastante abrangência e, em Uberaba, não foi diferente! Desde o surgimento da primeira emissora, a PRE-5 (atual, Rádio Sociedade AM), na década de 1930, esse veículo de comunicação sempre noticiou, distraiu e cumpriu seu papel social perante os ouvintes. Consequentemente, os locutores criaram uma proximidade muito grande com os espectadores e, claro, ganhando notoriedade, muitos se tornaram bastante populares e se aventuraram pela política, disputando eleições.

Em 1950, o radialista Ataliba Guaritá Neto – o Netinho, que também assinava uma coluna no jornal Lavoura e Comércio – foi o pioneiro, elegendo-se vereador. Oito anos depois, Eurípedes Craide, um jovem narrador esportivo, também chegava ao Legislativo Municipal. Por dois mandatos, esteve na Câmara e foi eleito seis vezes Deputado Estadual.

Jesus Manzano, em 1966, foi eleito vereador e teve mandato por diversas legislaturas, Quatro anos depois, Edson Quirino de Souza, o Edinho, (Filho do casal Toninho e Marieta, artistas da música sertaneja) chegava à Câmara, onde se manteve na vereança até 1983. Em 1988, foi a vez dos radialistas Tony Carlos e Além-Mar Paranhos ocuparem suas cadeiras no poder legislativo. Tony cumpre, atualmente, o quarto mandato.

No ano de 1990, o comunicativo João Batista Rodrigues, da Rádio Sociedade, elegeu-se Deputado Estadual, cumprindo apenas um mandato. Em 1992, Edivaldo Santos e Paulo Silva estreavam na Câmara Municipal, onde permaneceram até 2000.

Em 2008, Almir Silva foi o vereador mais votado em nossa cidade, repetindo o feito de Eurípedes Craide, em 1962, e de Jesus Manzano, em 1976.

Mais do que saber aproveitar favoravelmente a oportunidade de se tornar popular que o rádio oferece, esses radialistas, por meio do microfone, conquistaram simpatia, notoriedade e muitos votos.

Danilo Costa Ferrari