quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

UBERABA E O PODER EXECUTIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS


      Nasceu em 31 de dezembro de 1923, em Uberaba, e, ainda criança, mudou-se para Niteroi (RJ). Posteriormente, formou-se em medicina, no Rio de Janeiro. Em Fins da década de 1940, voltou a Uberaba e montou um laboratório de análises clínicas.
Foi um dos fundadores da Sociedade Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, em 1954, instituição da qual também foi professor em diversas disciplinas. Junto a Mário Palmério, ajudou a fundar a Faculdade de Odontologia do Triângulo Mineiro, onde também lecionou até 1974. Dirigiu o Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência (SAMDU), órgão federal de atendimento médico, e presidiu o Nacional Futebol Clube, em meados da década de 1950.
            Politicamente, foi uma grande liderança do PTB em nossa cidade e disputou o cargo de prefeito, em 1954. Não foi eleito, mas quatro anos depois, assumiu a prefeitura com 7.970 votos. Tomou posse em 01 de fevereiro de 1959 e atuou até o final de janeiro de 1963. Ainda durante a segunda metade da década de 1960, presidiu o diretório municipal do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar vigente, na época.
            Foi uma referência na medicina, na política e no convívio com os amigos, falecendo em 01 de agosto de 1990.
Durante sua gestão:
- realizou uma reforma geral no mercado municipal;
- definiu e aprovou o trajeto da rodovia Uberaba-Uberlândia, cuja construção estava a cargo do DNER;
- asfaltou o trecho Uberaba-Delta (na época, distrito de Uberaba);
- teve início a construção do bairro Parque das Américas e das Escolas Rotary e América;
- foi instalada a primeira usina asfáltica do município;

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

UBERABA E O PODER EXECUTIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS

            Nasceu em Uberaba, em 1915, filho de Afonso de Oliveira Teixeira e Zulmira de Castro Melo. Cursou até o segundo ano de Medicina, no Rio de Janeiro, retornou a Uberaba e trabalhou no Cartório de Registro de Imóveis da família, antes de se dedicar às atividades agropecuárias. Foi Presidente do Uberaba Tênis Clube e do Uberaba Sport Club e, em 1953, foi o responsável pela instalação dos refletores do Estádio Boulanger Pucci.
            Prefeito por duas vezes (1955-1959 e 1963-1967), em seu primeiro mandato, em 1956, na comemoração de seu centenário, Uberaba recebeu do então Presidente da República, Juscelino Kubitschek uma verba de 5 milhões de cruzeiros, investidos na construção e na manutenção de escolas, hospitais e creches.
Em sua homenagem, uma das escolas da rede municipal, localizada no bairro Uberaba I, foi denominada Escola Municipal “Artur de Melo Teixeira”.
Faleceu em 9 de novembro de 1985.
            Durante sua gestão:
- as praças: Rui Barbosa, Santa Teresinha, Carlos Gomes e Afonso Teixeira foram remodeladas;
- a Fundação Artur de Melo Teixeira, cuja finalidade era administrar a Santa Casa de Misericórdia foi criada;
- inaugurou-se, por intermédio da Fundação, o Hospital Queridinha Bias Fortes e instalou-se o serviço de Pronto Socorro Municipal;
            - os professores municipais foram isentos do pagamento de impostos;
- transferiu-se o controle estadual do Serviço de Água e Esgoto para o setor administrativo do município, com sede instalada provisoriamente na Prefeitura Municipal de Uberaba. Para isso, a municipalidade teve que assinar uma nota promissória no valor de 5 milhões de cruzeiros, descontados na arrecadação municipal (1955);
- a Companhia de Águas de Uberaba – atual Centro de Operações de Águas de Uberaba (CODAU) – foi criada como empresa de economia mista, ampliando a capacidade de captação e de distribuição do abastecimento de água na cidade; (1966).[1]



[1] Na época, o município tinha aproximadamente 100 mil habitantes e a companhia foi concebida para abastecer uma população de mais de 200 mil, número que Uberaba só atingiria vinte anos mais tarde. Foram realizadas nove mil ligações residenciais, correspondentes ao consumo de 40 mil metros cúbicos por dia.

OS CORREIOS


               A origem dos correios remonta à antiguidade. Na Grécia, civilização fecunda em mitos, havia deuses mensageiros representados por Íris e por Hermes. No Antigo Egito, bem antes de Cristo, os faraós já se comunicavam com diferentes pontos do Estado por meio do envio de mensagens, gravadas em cerâmica.  
Em 550 a. C., na Pérsia, atual Irã, foi criado pelo rei Ciro, o Grande, um sistema de correios que interligava o imenso território ocupado. Aproximadamente setecentos anos depois, os chineses organizaram um correio monumental utilizando cerca de 400 carros, 50.000 cavalos e outros números grandiosos de animais (Wikipédia, Discovery Brasil).
Roma, no século I a. C., afixava diariamente na porta do Fórum a Acta Diurna, documento que continha informações políticas à população. Já por volta do ano 1150, na Universidade de Paris, segundo alguns historiadores, foi criado um correio destinado a incentivar a comunicação entre os estudantes e suas famílias. Em fins da Idade Média, em pleno Mercantilismo (XIV), a Liga Hanseática estabeleceu um correio entre as cidades pertencentes à aliança.
As comunicações entre “as terras brasileiras” e o Reino de Portugal remetem à chegada dos portugueses ao litoral da Bahia, em 1500, expressas por meio da carta de Pero Vaz de Caminha, enviada ao monarca de Portugal D. Manoel I, “O Venturoso”.
            Durante o Período Colonial, todo o sistema postal entre Brasil e Portugal foi precário. Mesmo com a criação do Correio-Mor das Cartas do Mar, em 1673, havia sérios problemas de comunicação entre o reino português e sua colônia brasileira. Em 1808, com a vinda da Família Real, a elaboração do primeiro Regulamento Postal brasileiro e a criação dos Correios Interiores, essa situação foi abrandada.
            No Império, durante as regências de Pedro I e II, o sistema postal nacional tornou-se independente e surgiram administrações de correios nas capitais das províncias, dirigidas por seus próprios presidentes. Criou-se também o corpo de carteiros e de condutores de malas a domicílio, além de serem instaladas as primeiras caixas de coletas, inicialmente no Rio de Janeiro.
Uberaba, cidade localizada na região do Triângulo Mineiro, fundada nos primeiros anos da segunda década de 1800, por Major Antônio Eustáquio da Silva e Oliveira, ligava-se à Vila de São Bento do Tamanduá, atual cidade de Itapecerica, por volta de 1831, por meio do “correio de comunicação” (PONTES, 1992, p. 47).
Iniciativa do Padre Antônio José da Silva, popularmente conhecido como Vigário Silva, a linha dos correios estava regulamentada nos “dispositivos do Art 25, cap. 4º do Regulamento Geral dos Correios, expedido em virtude do Decreto de 05 de março de 1829 da Câmara Municipal” (PONTES, 1992).  Para executar o transporte das mensagens, foram contratados quatro estafetas que, como identificação, levavam no chapéu “uma chapa de figura oval amarela com a legenda – Correio de Uberaba”. Esses funcionários estavam autorizados a usar em suas viagens armas “ofensivas e defensivas”. As malas dos correios lacradas a cadeado eram fechadas com o selo representativo das armas do Império e só podiam ser abertas por autoridades ou figuras ilustres do Arraial (PONTES)
Em 1857, Uberaba já estava elevada à condição de cidade (1856) e uma das atas, de um dos Livros de Atas da Câmara Municipal (documento do acervo do Arquivo Público), apresenta um requerimento de Antônio Borges Sampaio, solicitando que o Legislativo ateste a sua conduta pública e particular em relação aos seus trabalhos de Curador Geral dos Órfãos, de Promotor de Capelas e Resíduos e de Agente do Correio.
Ainda no Império, em torno de 1860, segundo o mesmo livro, a cidade era contemplada com os serviços postais, ligando-a a diversas localidades do país como: Santos, Dores do Campo Formoso (Campo Florido), São Pedro do Uberabinha (Uberlândia), Casa Branca e Franca do Imperador (Franca).
O livro de Atas dos Correios (acervo APU) registra que a primeira Agência Postal uberabense data do século XIX, 1894, já na República, na gestão do Presidente Prudente de Morais e do Agente Executivo Gabriel Orlando Teixeira Junqueira. A agência uberabense, instalada solenemente, no recinto do Paço Municipal (PONTES, 1992) era subordinada à administração dos Correios de Ouro Preto, na época capital do estado de Minas Gerais.
Em 1931, essa agência foi transformada em Diretoria Regional dos Correios e Telégrafos e passou a funcionar na rua Artur Machado, antiga rua do Comércio, em um prédio de dois pavimentos (CONPHAU, Dossiê de Tombamento – Prédio dos Correios, 1999).
O serviço postal aéreo uberabense, também é de 1931. O primeiro avião-correio a pousar no campo do Jockey Club, pilotado pelo Tenente Lavannier chegou à cidade, às 12h45 min, do dia 20 de outubro, e foi efusivamente saudado por populares, autoridades, funcionários públicos, imprensa e a banda de música do 4º Batalhão (PONTES).
A vinda dos Correios para Uberaba, além de revelar a posição geográfica privilegiada da cidade, localizada no Brasil Central, refletiu a pujança econômica que o município vivia, como um importante entreposto comercial da região, expresso pela extensão da linha férrea da Mogiana que chegou a cidade, em 1889.
A Ata de inauguração da subadministração dos Correios, datada de 1894 e manuscrita por Antônio Borges Sampaio, registra que como subadministrador fora nomeado o Major Joaquim Rodrigues de Barcellos, ex-vereador da cidade, nas décadas de 1870 e 1880, e como carteiros Paulino de Sousa Alves e Joaquim Antônio Teixeira, além de outros funcionários da repartição.
Em 1944, na gestão do prefeito Carlos Martins Prates, a cidade vivia um novo ciclo econômico, representado pela vinda de indústrias para o município, a ampliação de avenidas, a criação das escolas Uberaba e Minas Gerais, a construção do Matadouro Municipal e do prédio da estação rodoviária, na praça Jorge Frange, além da remodelação da rede de distribuição elétrica.
É nesse contexto de franco desenvolvimento, aliado ao trabalho do deputado João Henrique Sampaio Vieira da Silva, representante político da região, no Legislativo Estadual, que se fomentou uma política para a construção do novo prédio dos correios (jornal Lavoura e Comércio) e, em 06 de dezembro de 1944, foi lançada a pedra fundamental da nova edificação, localizada à praça Dr Henrique Kruger, nº33. O novo prédio, uma obra em estilo arquitetônico moderno, dos anos 40, foi tombado, em 1990, e ratificada pelo Decreto 1900, de 19 de agosto de 1999, por meio do Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba – CONPHAU.
Inaugurada em 17 de dezembro de 1955, na gestão do prefeito Artur de Melo Teixeira e no governo do Presidente Eurico Gaspar Dutra, desse período até a contemporaneidade, a edificação passou por várias reformas, a última em 2009.

Cíntia Gomide Tosta

Referências:

ARQUIVO PÚBLICO DE UBERABA. Acervo Privado. Correios e Telégrafos de Uberaba. Nº 21
ARQUIVO PÚBLICO DE UBERABA. Administração Municipal em Uberaba.
Uberaba: Publi Editora e Gráfica LTDA, 2011.
CONPHAU. Bens Tombados no Município de Uberaba. Uberaba, 2006.
MENDONÇA, José. História de Uberaba. Edição Academia de Letras do Triângulo Mineiro, 1974.
PONTES, Hildebrando de Araújo. Vida, Casos e Perfis. Uberaba: Arquivo Público de Uberaba, 1992.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Cronologia_das_telecomunica%C3%A7%C3%B5es
http://www.discoverybrasil.com/internet/interactivo.shtml

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

UBERABA E O PODER EXEC UTIVO DE 1837 AOS DIAS ATUAIS


            Nasceu em Uberaba, no dia 27 de março de 1910. Formou-se em Medicina em 1933, em Belo Horizonte, onde atuou em alguns sindicatos, aproximou-se de políticos ligados a Getúlio Vargas e se interessou por política. Em 1947, já de volta a Uberaba, foi eleito vice-prefeito de Boulanger Pucci (PTB), chegando a assumir interinamente o executivo municipal, em algumas oportunidades. Em 1950, candidatou-se a prefeito, novamente pelo PTB, e foi eleito com 4186 votos. Após deixar a prefeitura, em 1955, foi suplente de deputado estadual e ocupou uma cadeira na Assembleia entre 1955 e 1956. Dois anos mais tarde, concorreu, mais uma vez, ao cargo de prefeito de Uberaba. Não conseguindo ser eleito, dedicou-se integralmente à medicina.
Faleceu em 27 de dezembro de 1979.
Durante sua Gestão:
- em 1951, o Presidente Getulio Vargas visitou a cidade, com todo seu staff, transferindo uma reunião ministerial para a Câmara Municipal, onde proferiu um discurso elogiando a atuação política de Próspero;
- o ensino rural foi regulamentado e, graças ao trabalho da primeira dama, Quita Próspero, Uberaba foi a primeira cidade no Brasil a instituir a merenda escolar na rede municipal de ensino.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

50 ANOS DE MEDALHA MILAGROSA


Santuário de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa



            O Santuário, ou Igreja da Medalha Milagrosa, como é popularmente conhecido, é um das referências do circuito turístico de caráter religioso de nossa cidade.
Embora, Nossa Senhora da Medalha Milagrosa não seja a padroeira oficial de Uberaba, a santa, diariamente, recebe muitos visitantes e, na data da consagração, dia 27 de novembro, a Igreja recebe visitantes de todo o país.
              Anteriormente, o pequeno mosteiro e a capelinha funcionavam no final da rua Afonso Rato (próximo à Fazenda Modelo). Em 1958, com a iniciativa de vários beneméritos, iniciou-se a construção do Mosteiro e do Santuário. No ano de 1961, muito importante para os devotos, em 7 de janeiro, foi inaugurado o Mosteiro e, em 26 de novembro, o Santuário.
Neste ano de 2011, o local completa 50 anos e é uma importante referência religiosa e cultural da cidade de Uberaba.   

Danilo Costa Ferrari

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

UBERABA E O PODER EXECUTIVO - 1837 AOS DIAS ATUAIS

Uberabense, nascido em 1889, filho de Estevão Pucci e Anna de Castro Pucci. Formou-se em medicina, no ano de 1913, e, além de médico, exerceu as funções de Chefe do Serviço Municipal de Higiene, Inspetor de ensino, Diretor da Penitenciária e Presidente do Uberaba Sport (O antigo estádio do Clube leva o seu nome).
Iniciou a carreira política, como vereador, entre as duas ditaduras de Getúlio Vargas (1935 a 1937). Na primeira eleição direta a prefeito de Uberaba, obteve 4936 votos, tomou posse no final de 1947 e ocupou o cargo até janeiro de 1951, renunciando por problemas de saúde.
Faleceu em 22 de Dezembro de 1965

Durante sua gestão:
- implementou diversas escolas rurais;
- o Conjunto Fernando Costa (primeiro conjunto habitacional da cidade) e as escolas América, Professor Chaves e Dom Eduardo foram construídos;
- O trecho da praça dos correios até a rua João Caetano, na avenida foi aberto e a avenida Fernando Costa foi duplicada;

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

UBERABA CRÔNICA FOTOGRÁFICA

Ainda com data de lançamento a ser anunciada, o Arquivo Público de Uberaba, já concluiu mais um interessante trabalho, chamado Uberaba Crônica Fotográfica, relacionado a imagens fotográficas da cidade.


Embalado em charmosa caixinha ornada, na parte superior, com foto da praça Rui Barbosa da década de 1930, o conteúdo consiste em outras 24 belas imagens que retratam a cidade em diferentes épocas, cada uma acompanhada de uma pequena crônica de autoria da professora e funcionária do APU, Iara Fernandes.



 


Quem já quiser conhecer algumas das crônicas, o jornalista Paulo Sarkis, em seu programa Falou e Disse, na TV Universitária, diariamente às 13h10, está começando a divulgar o trabalho.