quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Câmara Municipal de Uberaba presta homenagem a Superintendência do Arquivo Público de Uberaba

A Superintendência do Arquivo Público de Uberaba tem a honra de receber esta Homenagem Especial do Poder Legislativo Municipal. Estendemos o convite a comunidade uberabense para comparecer neste importante momento e saudarmos a trajetória dos 30 anos da instituição, na ênfase de debater sua importância para a memória e a história e para a gestão pública transparente, democrática e eficiente! 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Superintendência do Arquivo Público de Uberaba lançará Revista sobre o Padre Thomaz de Aquino Prata



Não percam o lançamento da Revista Memórias pela Superintendência do Arquivo Público de Uberaba! Ela contará a fantástica trajetória de vida do Padre Prata!


Atividades da Superintendência do Arquivo Público na VI Semana de História da UFTM

Entre os dias 16 a 19 de novembro, ocorreu com dinamismo e pluralidade de discussões, a VI Semana de História da UFTM que teve como enfoque o tema: "Fronteiras, Territórios e Identidades: o local e o regional na historiografia". Na ocasião, os servidores da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba Cíntia Gomide, Thiago Riccioppo e João Eurípedes Araújo, ministraram o minicurso: "Conhecendo a documentação da Superintendência do Arquivo Público para realizar a pesquisa", que ocorreu na própria sede da instituição.

O Diretor e historiador do APU João Eurípedes Araújo também integrou a mesa-redonda: "História e Escravidão em Uberaba" e o historiador Thiago Riccioppo, a mesa-redonda: "Trajetórias Políticas Regionais". Thiago Riccioppo, que além de historiador do APU, também é Gerente Executivo no Museu do Zebu, foi um dos ministrantes do minicurso - "O Museu e seus documentos: testemunhas locais de parte da história da pecuária do Zebu no Brasil".

Confira algumas imagens do evento:













Texto: Thiago Riccioppo

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Confraternização dos 30 anos da Superintendência do Arquivo Púbico de Uberaba


O dia 04 de novembro de 2015 foi marcado pela comemoração dos 30 anos de fundação da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba. A ocasião foi prestigiada por munícipes, historiadores, escritores, professores, prefeitos da região, autoridades políticas e religiosas.

A abertura do evento ficou a cargo do músico, professor e produtor cultural Alexandre Saad que tocou a música: “Uberaba: Minha Terra, Minha História” que compôs o documentário do qual leva o mesmo nome e foi apoiado pelo Arquivo Público de Uberaba.

Na tribuna saudaram sobre o legado do Arquivo Público de Uberaba como entidade que salvaguarda a memória e que respalda o acesso as informações públicas da administração municipal, o prefeito de Uberaba Paulo Piau, o presidente da Câmara Municipal Luiz Dutra e a superintendente do Arquivo Público Marta Zednik de Casanova. O engenheiro e escritor João Eurípedes Sabino discursou com eloquência sobre a importância da Instituição e o papel desempenhado pela atual gestão municipal no resgate do acervo do Jornal Lavoura e Comércio, que hoje é preservado por esta instituição arquivística. Lembrou também que o acervo foi completamente digitalizado juntamente com outros jornais da região do Triângulo Mineiro, numa parceria com Arquivo Público Mineiro. Trabalho este que resultará na plataforma Hemeroteca Digital.

Foram homenageados pelos estimados serviços prestaram a Instituição, os servidores Luís Antônio Damasceno e Antônio Aparecido Oliveira que se aposentarão em breve.

Texto: Thiago Riccioppo




Nos vídeos, você poderá acompanhar a cobertura de toda a cerimônia dos 30 anos do Arquivo Público de Uberaba:


                    Vídeo 2: 30 anos do Arquivo Público de Uberaba

Breve histórico da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba:

Desde o ano de 1951 já havia uma preocupação pela criação de um Arquivo Público para resguardar a história em Uberaba. Na época, o vereador Drº José Soares Bilharinho fez a solicitação para aquisição de um prédio destinado a servir de Arquivo Público.

O Arquivo Público de Uberaba foi criado em 4 de novembro de 1985, pela Lei Municipal nº 3.656, como autarquia da Secretaria Municipal de Educação e Cultura. A inauguração oficial aconteceu no dia 22 de fevereiro de 1986.

Tornou-se um Departamento, integrante da Fundação Cultural de Uberaba, pela Lei Delegada nº 07 de 16 de dezembro de 2005.


Em 18 de junho de 2012 através da Lei nº 11.446/2012, o Arquivo Público foi anexado à estrutura da Secretaria de Administração e transformado em Superintendência de Arquivos.

A Superintendência do Arquivo Público de Uberaba através da Lei Municipal nº 12.206, sancionada no dia 01 de junho de 2015, integrou a estrutura da Secretaria de Governo.


A instituição arquivística é um local muito importante, que tem por finalidade recolher, custodiar, preservar, divulgar o patrimônio documental e garantir o pleno acesso à informação, suporte para a tomada de decisões governamentais e garantia de direitos individuais e coletivos para o exercício pleno da cidadania.

O Arquivo Administrativo e o Arquivo Histórico interagem na gestão documental e constituem, no interior de Minas Gerais, um fato pioneiro e inédito, confirmando um grande avanço e relevância da prática arquivística.

Preserva e divulga a memória histórica de Uberaba e Região. Disponibiliza o seu acervo para fomentar a pesquisa, as manifestações culturais e as ações educativas. Preserva o suporte social da memória coletiva e assegura o acesso ao documento e à informação como direito básico da cidadania.

A Superintendência, com a finalidade de promover a gestão e preservação do patrimônio documental, tem papel relevante nesse processo, transmitindo informações, que servem ao administrador, ao cidadão e ao historiador em prol da divulgação científica, cultural e social, bem como a garantia de direitos individuais e coletivos e o exercício pleno da cidadania.

Adota as recomendações do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) e encontra-se inscrita no “Cadastro Nacional de Entidades Custodiadoras de Acervos Arquivísticos - CODEARQ”, sob o código BR MGAPU. Acompanhar as ações do CONARQ significa que a Superintendência segue as diretrizes nacionais, que a coloca em posição privilegiada, já que segue as discussões relacionadas a temas relevantes da arquivística nacional e internacional.



quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Superintendência do Arquivo Público de Uberaba oferece minicurso na VI Semana de História da UFTM


 Como parte integrante dos eventos que irão ocorrer durante a VI Semana de História da UFTM - "Fronteiras, Territórios e Identidades: o local e o regional na historiografia",  a Superintendência do Arquivo Público de Uberaba irá ministrar por meio de seus servidores o minicurso: "Conhecendo a documentação da Superintendência do Arquivo Público para realizar a pesquisa". 

O objetivo do minicurso é fazer com que o aluno conheça a Instituição Arquivística de Uberaba no que se refere à documentação dos arquivos administrativos e arquivos permanentes para subsidiar as pesquisas nas diferentes áreas do conhecimento da história, como também, realizar a visita monitorada com os alunos e equipe da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.

Programação:

17/11 - Historiador: João Eurípedes Araújo falará sobre os documentos que existem no Superintendência do Arquivo Público de Uberaba, isto é, apresentará o Guia do Arquivo.

18/11 - Historiador: Thiago Riccioppo abordará como fazer a pesquisa em documentos.

19/11 - Equipe de cada departamento fará uma visita guiada para que o aluno conheça a Instituição.


O minicurso será ministrado na sede da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba - APU (Praça Dr. José Pereira Rebouças, 650 - Bairro Boa Vista - Mogiana).

* Acompanhe a programação geral e inscreva-se no evento pelo blog da VI Semana de História da UFTM - Clique aqui!  

Texto: Thiago Riccioppo

terça-feira, 3 de novembro de 2015

30 anos da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba


Convidamos aos amigos do blog da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba para a nossa confraternização de 30 anos. COMPAREÇAM!


Servidores da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba participam de Congresso de Arquivologia Internacional


Os servidores da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba Edguimar Antônio de Oliveira – Diretor do Departamento de Gestão de Documentos e Arquivo Administrativo e Thiago Riccioppo – historiador da entidade e também Gerente Executivo do Museu do Zebu/ABCZ, participaram do XI Congresso de Arquivologia do MERCOSUL: Arquivos, entre tradição e modernidade, realizado na cidade de São Paulo de 19 a 22 de outubro.

"O advento de novas tecnologias e os modernos sistemas de gestão, tanto no setor público quanto no privado, têm suscitado inúmeras discussões em torno dos princípios que dão sustentação à Arquivologia". O evento internacional contou com grandes especialistas do Mercosul, demais países latino-americanos e até mesmo da Europa.

Os colaboradores participaram de mesas-redondas, minicursos e puderam conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo - AESP, considerado o mais avançado do País na Gestão e Preservação de Arquivos: Corrente, Intermediário e Permanente, ou Arquivo Histórico. Estes arquivos guardam os documentos de todas as secretarias do Estado e documentos históricos que reportam as origens de São Paulo desde o século XVI.

A participação de servidores municipais num evento desta relevância vem contribuir para o desenvolvimento da Instituição em Uberaba.

Texto: Thiago Riccioppo

Acompanhe as imagens do Congresso de Arquivologia do Mercosul:





segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Projetos e Ações

Em construção...

Publicações Digitais

Em construção...

Fale Conosco

ATENDIMENTO À PESQUISA:

de Segunda a Sexta, das 8h às 11h e das 13h às17h30.

Endereço:
Praça Dr. José Pereira Rebouças, 650 (Mogiana)
Bairro Boa Vista - CEP 38017270
Uberaba - MG
Tel. (34) 3312 4315/33382864


emails:
arquivopublico@mednet.com.br
arquivouberaba@yahoo.com.br


PROCEDIMENTOS PARA REPRODUZIR DOCUMENTOS DO ACERVO


Processos, fotografias, mapas e outros, do acervo do APU, não podem ser reproduzidos por meio de xerox. O pesquisador deve registrar o que for do seu interesse por meio de câmera fotográfica, ou requerer - com 2 dias de antecedência - a transcrição do documento, acompanhada da certidão de autenticidade fornecida pelo Arquivo (em caso de textos) ou cópia em mídia eletrônica (no caso de fotografias e determinados documentos digitalizados). Para aqueles que podem ser reproduzidos (publicações e trechos de livros), basta deixar um documento pessoal de identificação no balcão de atendimento.


ESCOLAS - PROCEDIMENTOS PARA AGENDAR VISITAS OU PASSEIOS

Para agendar visitas de estudantes ao APU ou para o APU ir à entidade educacional: por gentileza, enviar com uma semana de antecedência um ofício solicitando a direção do Arquivo o agendamento com data, horário, quantidades de visitantes, idade e ano que cursa e, se for o caso, o tema que se pretende abordar.

Imagens

Em construção...

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Quem Somos

HISTÓRICO

Desde o ano de 1951 já havia uma preocupação pela criação de um Arquivo Público para resguardar a história em Uberaba. Na época, o vereador Drº José Soares Bilharinho fez a solicitação para aquisição de um prédio destinado a servir de Arquivo Público.

O Arquivo Público de Uberaba foi criado em 4 de novembro de 1985, pela Lei Municipal nº 3.656, como autarquia da Secretaria Municipal de Educação e Cultura. A inauguração oficial aconteceu no dia 22 de fevereiro de 1986.

Tornou-se um Departamento, integrante da Fundação Cultural de Uberaba, pela Lei Delegada nº 07 de 16 de dezembro de 2005.

Em 18 de junho de 2012 através da Lei nº 11.446/2012, o Arquivo Público foi anexado à estrutura da Secretaria de Administração e transformado em Superintendência de Arquivos.

A Superintendência do Arquivo Público de Uberaba através da Lei Municipal nº 12.206, sancionada no dia 01 de junho de 2015, integrou a estrutura da Secretaria de Governo.

A instituição arquivística é um local muito importante, que tem por finalidade recolher, custodiar, preservar, divulgar o patrimônio documental e garantir o pleno acesso à informação, suporte para a tomada de decisões governamentais e garantia de direitos individuais e coletivos para o exercício pleno da cidadania.

O Arquivo Administrativo e o Arquivo Histórico interagem na gestão documental e constituem, no interior de Minas Gerais, um fato pioneiro e inédito, confirmando um grande avanço e relevância da prática arquivística.











Guia do Arquivo

Em construção...

Institucional


A SUPERINTENDÊNCIA DO ARQUIVO PÚBLICO DE UBERABA




A instituição arquivística é um local muito importante, que tem por finalidade recolher, custodiar, preservar, divulgar o patrimônio documental e garantir o pleno acesso à informação, suporte para a tomada de decisões governamentais e garantia de direitos individuais e coletivos para o exercício pleno da cidadania.

O Arquivo Administrativo e o Arquivo Histórico interagem na gestão documental e constituem, no interior de Minas Gerais, um fato pioneiro e inédito, confirmando um grande avanço e relevância da prática arquivística.

Preserva e divulga a memória histórica de Uberaba e Região. Disponibiliza o seu acervo para fomentar a pesquisa, as manifestações culturais e as ações educativas. Preserva o suporte social da memória coletiva e assegura o acesso ao documento e à informação como direito básico da cidadania. 

A Superintendência do Arquivo Público de Uberaba, com a finalidade de promover a gestão e preservação do patrimônio documental, tem papel relevante nesse processo, transmitindo informações, que servem ao administrador, ao cidadão e ao historiador em prol da divulgação científica, cultural e social, bem como a garantia de direitos individuais e coletivos e o exercício pleno da cidadania.

ORGANOGRAMA:


Adota as recomendações do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) e encontra-se inscrita no “Cadastro Nacional de Entidades Custodiadoras de Acervos Arquivísticos - CODEARQ”, sob o código BR MGAPU. Acompanhar as ações do CONARQ significa que a Superintendência segue as diretrizes nacionais, que a coloca em posição privilegiada, já que segue as discussões relacionadas a temas relevantes da arquivística nacional e internacional.



Artigos e Teses

Nesta área estão disponíveis pesquisas acadêmicas em áreas da ciências humanas defendidas em universidades brasileiras, cujas fontes de estudos versam sobre os assuntos: Uberaba, Triângulo Mineiro e documentação do acervo da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.


Título: Um lugar na cidade: o conjunto Alfredo Freire nas memórias e experiências de trabalhadores, Uberaba MG, 1979-2004 (dissertação – HISTÓRIA)
Autora: Edna Maria Chimango dos Santos
Fonte: Universidade Federal de Uberlândia - UFU
 Ano: 2006
Download do arquivo


Título: Chico Xavier, caridade e o mundo de César: um olhar sobre o modo de gestão da assistência social espírita em Uberaba-MG (dissertação – Geografia)
Autora: Camila Mendonça Carísio
Fonte: Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Ano: 2008
Título: Catira: Música, dança e poesia do mundo rural (Uberaba - Século XX) (dissertação - HISTÓRIA)
Autor: Wagner Cesar Rédua
Fonte: Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Ano: 2010

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Superintendência do Arquivo Público de Uberaba recebe doação de livros publicados recentemente pelo Arquivo Nacional


Neste mês a Superintendência do Arquivo Público de Uberaba recebeu do Arquivo Nacional/ Coordenação de Acesso e Difusão Documental, (órgão do Ministério da Justiça), a doação de excelentes livros frutos de pesquisas historiográficas. Os referidos livros são:


1 - CABRAL, Dilma (Org.) Estado e Administração: a construção do Brasil independente (1822-1840). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2015.

A obra é decorrente das investigações realizadas pela equipe do programa de pesquisa Memória da Administração Pública Brasileira (Mapa). O trabalho aborda o processo de formação do Estado brasileiro nos seus primórdios a partir da Constituição imperial de 1824, por meio da análise criteriosa dos diversos órgãos que compunham a estrutura administrativa daquela época. O enfoque do estudo esta centrado em entender a destituição de um passado deixado por uma colônia, para a composição de um Estado independente sob a égide da herança da dinastia do Estado Monárquico português.



 2 – CÔRTES, Joana. Dossiê Itamaracá: cotidiano e resistência dos presos políticos da penitenciária Barreto Campelo (Pernambuco, 1973-1979). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2015. (Prêmio Memória Reveladas, 4).

Este outro trabalho é fruto do Prêmio Memórias Reveladas, promovido pelo Arquivo Nacional. A obra versa sobre as experiências vivenciadas por ex-presos políticos na Casa de Detenção do Recife e na Penitenciária Barreto Campelo, na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, entre os anos de 1973 a 1979. Incorporando vieses interpretativos ousados, a pesquisa de Joana Côrtes se propõe mergulhar no imaginário sob a exuberância natural da Ilha em contraste com a violência experimentada no cotidiano da prisão política dos opositores da ditadura militar brasileira.



3 – MECHI, Patrícia. Os protagonistas do Araguaia: trajetórias, representações e práticas de camponeses, militares na Guerrilha. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2015. (Prêmio de Pesquisa Memórias Reveladas, 5).

Inovador, este livro, mais um vencedor do Prêmio Memórias Reveladas - traz a luz da historiografia, a luta desencadeada na região do Araguaia contra a Ditadura Militar. Analisando a resistência armada durante a década de 1970, Patrícia Mechi identifica as trajetórias, práticas e representações de camponeses, militantes do Partido Comunista Brasileiro (PC do B) e dos militares que se engendraram neste contexto. As fontes utilizadas foram coletadas em regiões circunvizinha por onde esteve a Guerrilha, tendo em vista o reconhecimento dos vínculos que fundaram a dinâmica societária destas áreas. “Foi a convivência com pessoas da região, matutos, mateiros, posseiros, lavradores, homens e mulheres do campo, que lhe permitiu ouvir os contos, rememorações, lembranças e mitos sobre a guerrilha”(Vera Lucia Vieira, prefácio da obra).



*** Após a catalogação, estes livros estarão disponíveis para consulta pública na sede da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.

Superintendência do Arquivo Público de Uberaba
Texto: Thiago Riccioppo

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Notícias do Jornal Lavoura e Comércio (Ano 1899) - O caso de uma tourada em Uberaba


No Brasil Colonial, em especial no Rio de Janeiro, as touradas passaram a ser promovidas ocasionalmente a partir de meados do século XVII. Eram atividades, comumente dirigidas a cerimônias festivas de datas importantes relacionadas à Monarquia portuguesa. (MELO, 2013, p.2) Contudo, a popularidade dos eventos dessa natureza foi realçada durante a permanência da Corte Portuguesa no Rio de Janeiro entre os anos de 1808 a 1821.


Após o processo de Independência, durante um longo período sem noticiar ocorrências dos espetáculos conhecidos como “corridas de touros”, apenas algumas apresentações esporádicas foram promovidas na Capital do Império, entre as décadas de 1840 a 1850. Elas se davam em modelos comerciais custeados por empresários que buscavam atender a demanda de um público pagante ávido por este tipo de entretenimento.


Arquibancada lotada em uma tourada em Porto Alegre. Autor: Vitor Calegari, 1907

Nesse mesmo contexto, à medida que cresciam a promoção dos espetáculos das “corridas de touro”, também insurgiam ácidas críticas frente essas práticas em circuitos da imprensa do Rio de Janeiro. Isso se dava em meio às intensas mudanças no cotidiano da vida pública, em decorrência de uma sensível incorporação de discursos modernizadores no imaginário da população letrada carioca, tendo em vista a adesão de valores do “mundo civilizado europeu” que começava condenar as touradas. (SCHWARCZ, 1998)


Posteriormente, nota-se no período que segue de 1876 ao final do século XIX, a retomada das “corridas de touro” em inúmeros lugares do País. (MELO, 2013, p.5).


Em 13 de Julho de 1899 uma notícia chamava a atenção na imprensa de Uberaba, dando conta que iria chegar à cidade uma empresa “itinerante” para promoção de um “Circo de Tourada”. O fato foi revelado por um redator do Jornal “Lavoura e Comércio” que narrava com desprezo a chegada da caravana da seguinte maneira:


“Estamos ameaçados de uma visita de uma companhia de touradas. Na Praça da Liberdade, ergue-se o circo onde bravos toureadores vão exibir sua agilidade e maestria, entre aplausos, pelegas e cabeçadas de boi”.                                                                       (LAVOURA E COMÉRCIO, 13 DE JULHO DE 1899)


Segue o jornalista, fazendo um apelo ao público leitor:

“Pela minha parte e a pedido de muitas famílias convido o ilustrado público uberabense a não ir. Faça-se o vácuo em roda e dentro do circo, porque só assim faremos cair de uma vez, aquele quixotesco e brutal divertimento, aquele hominioso legado que dos tempos bárbaros que a civilização moderna ainda não conseguiu abolir”. (LAVOURA E COMÉRCIO, 13 DE JULHO DE 1899)



 Não poupando palavras aos promotores daquele evento, o jornalista segue dizendo:

“Não é de bom gosto que uma população civilizada fique assistindo de palanque ao inaudito martírio de inocentes animais que depois de fechados 3 dias num quadrado, sem comer nem beber , exposto ao rigor do sol, são provocados no circo a uma agressão selvagem , no fim da qual, se não inutilizam o desalmado provocador são submetidos a terríveis torturas , além da fome que os devora e de uma sede de 3 dias.” (LAVOURA E COMÉRCIO, 13 DE JULHO DE 1899)


Finaliza com uma advertência ao empresário de touradas:

“O digno empresário bem que podia captar os meus emboras levando sua trupe para a pátria das touradas”. (LAVOURA E COMÉRCIO, 13 DE JULHO DE 1899)


Atualmente o debate sobre o bem-estar animal invadiu diversas esferas de discussões. Mais do que o cuidado e respeito com os animais domésticos, de zoológicos e de circos, existe um amplo debate sobre o bom trato para com os animais de pecuária durante sua vida. Cada vez mais, problematizam-se questões como o estresse em confinamentos, alimentação, proximidade com o ambiente natural e, principalmente o abate sem sofrimento.


Contudo, num momento da busca de tantas alternativas, ainda persistem em muitos lugares, atrocidades como caças, acoites de toda a sorte, seja ainda nas touradas ou práticas similares, brigas de galo entre outras atividades de agressão e desrespeito aos animais. Do momento desta publicação do “Lavoura e Comércio” aos nosso dias, pouco avançamos, resta muito a se conquistar...

Superintendência do Arquivo Público de Uberaba

Pesquisa e texto:

Miguel Jacob Neto e Thiago Riccioppo


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Escritores uberabenses - "O AZUL MENOS O NOME", de Carlos Roberto Lacerda

Por Guido Bilharinho,



A arte em geral e a poesia em particular (e especialmente) só se configuram por meio de construção de obra que, pautada única e essencialmente pelo objetivo ou finalidade estética, ainda seja, em não menor grau, fundamentada em trabalho, rigor, contenção, elaboração e pesquisa da linguagem, quando não em experimentos e criação de novas linguagens. Não se compadecem, pois, com subjetivismo, inspiração, catarse, voluntarismo, amadorismo e facilitário generalizados e imperantes.

São (e devem ser) sempre preocupação visceral e ocupação constante do artista.



A obra de Carlos Roberto Lacerda (1947, Pirajuba/Triângulo, distante 96 km. de Uberaba), resulta da conjugação desses requisitos com a elisão, consciente, proposital, dos fatores negativos apontados, inserindo-se, em consequência, no estrito e restrito círculo da arte poética. É poesia. O que é raro, hoje em dia e em qualquer época, independentemente do conceito, avaliação e repercussão social da arte e da poesia.
Arte com Carlos Roberto Lacerda, In: Suplemento Especial/Documento/Cultura, do Jornal da Manhã, de 2 de dezembro de 1979. Autor: Hélcio 

Momentos do poeta Carlos Roberto Lacerda, 2013.

A obra poética de Lacerda vem sendo construída paulatinamente desde os meados da década de 1960, amadurecendo e se aperfeiçoando no decorrer das décadas de 1970 e 1980, sob o crivo do rigor, da depuração e do aprimoramento estéticos. Desde os poemas iniciais publicados no Suplemento Cultural do Correio Católico, editado em Uberaba, intermitentemente, de julho/68 a julho/72, passando pelos primeiros números da revista Convergência e pelos já vinte números da revista Dimensão e, concomitantemente, corporificando-se na plaqueta A Paisagem do Morto (1973) e no livro Astérion (1983).

Agora, nos albores da década de 90 e em continuidade, surge O Azul Menos o Nome (1991), no qual todas as virtualidades e preocupações estéticas que sempre marcaram a trajetória de sua obra poética não só estão presentes, como, em muitos casos, para não dizer em todos, revelam maior grau de depuramento, contenção verbal e rigor elaborativo.


Avesso ao discursivo, à desossada linearidade e ao aguado lirismo tradicionais, esse livro assenta-se sobre a palavra, matéria da poesia e do poeta, sem a subordinar a ideias, conceitos, sentimentos e emoções. Mesmo podendo contar com um ou vários desses elementos, sua utilização, além de acidental ou acessória, é trabalhada, burilada e filtrada pela inteligência, sensibilidade, consciência e informação estéticas.
Alguns dos livros de poesia publicados por Carlos Roberto Lacerda

Entre as duas grandes vertentes artísticas existentes, a barroca (exuberante, expansiva, criativa, na linha, no Brasil, por exemplo, de José de Alencar, Guimarães Rosa, Gláuber Rocha) e a clássica (objetiva, contida, rigorosa, na linhagem, no país, por exemplo, de Machado de Assis, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto, Nélson Pereira dos Santos), essa obra insere-se, sem dúvida, na segunda, constituindo um de seus pontos altos. Que nela, ou em qualquer outra obra de arte, não se procurem mensagens, cifradas ou não. É que o artista não é estafeta, mas, produtor de beleza. E isso, exatamente, é o que existe em O Azul Menos o Nome: a beleza produzida pelo artista.

(in O Azul Menos o Nome, 1991, prefácio,
inserido  no  livro  Literatura  e  Estudos
Históricos     em    Uberaba,    no    prelo)

*

Adendo: Carlos Roberto Lacerda posteriormente transferiu residência para Goiânia, onde fez mestrado em Letras e publicou o também notável Antifaces. Juntamente com os uberabenses Jorge Alberto Nabut e Maria Aparecida Vilhena dos Reis figura entre os maiores poetas brasileiros do século XX, como se pode verificar por suas obras e pela seleção de poemas constantes da antologia A Poesia em Uberaba: Do Modernismo à Vanguarda, editada em 2003.

Guido Bilharinho é advogado atuante em Uberaba, editor da revista internacional de poesia Dimensão de 1980 a 2000 e autor de livros de literatura, cinema, história do Brasil e regional.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Conheça a obra – "Dar nome aos documentos: da teoria à prática", uma publicação do iFHC

Dar nome aos documentos: da teoria à prática. São Paulo: iFHC, 2015.
Bibliotecas, museus e centros de memória enfrentam hoje a dificuldade de nomear adequadamente os documentos que precisam descrever e disponibilizar para consulta. Na medida em que os temas abordados evoluem com o tempo, arquivistas e historiadores devem lidar com uma variedade muito grande de linguagens, suportes, técnicas de registro e formatos, sem dispor de repertórios que os auxiliem nessa tarefa.

Tal tema, com seus desdobramentos, está presente no livro eletrônico, cujo título é: Dar nome aos documentos: da teoria à prática, organizado pela curadoria e pela equipe do Acervo da Fundação Instituto Fernando Henrique Cardoso - iFHC. O livro traz a edição de palestras e discussões do seminário internacional ocorrido no final de 2013, que reuniu especialistas de áreas diferentes, com a perspectiva de estabelecer uma plataforma de entendimento e aprofundar a discussão sobre a tipologia documental na era digital. Nesse sentido, a obra busca estabelecer uma plataforma de entendimento capaz de responder não apenas às necessidades daqueles que atuam em instituições de custódia, mas também às de profissionais de outras áreas, igualmente empenhados na nominação dos documentos de que se ocupam.

# Clique no link para acessar o livro, Dar nome aos documentos: da teoria à prática.

Todo o seminário está disponível para em vídeo nos links que se segue a programação completa!
Abertura
Apresentação, por Danielle Ardaillon
Diferentes suportes, técnicas de registro e formatos: os gêneros documentais em questão, por Ana Maria de Almeida Camargo
Panorama da diversidade de linguagens encontradas no acervo da Fundação iFHC e dos problemas enfrentados no processo de identificação dos documentos.
Por uma diplomática contemporânea: novas aproximações, por Bruno Delmas
Conferência inaugural em que se revisita, quase duas décadas depois da publicação do Manifesto, o confronto entre as categorias tradicionais da diplomática e os documentos produzidos em meio eletrônico e digital.

# Abaixo, assista o vídeo de abertura do Seminário com o ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Em seguida a sua fala, é apresentado um excelente documentário produzido pelo iFHC, do qual aborda sobre os documentos pessoais acumulados ao longo da vida de Ruth Cardoso e hoje compõem o seu arquivo, que é parte integrante do acervo desta instituição.



Veja também:

Primeira sessão
Modelos de análise de tipos documentais, por Mariano García Ruipérez
Pressupostos teóricos e fundamentos da análise de tipos e séries documentais, à luz da experiência dos países ibéricos.
Debatedora: Sonia Maria Troitiño Rodriguez

Segunda sessão
O discurso eletrônico-digital, por Sérgio Roberto Costa
Na óptica da linguística aplicada, balanço da nomenclatura atribuída aos gêneros textuais emergentes.
Debatedora: Johanna W. Smit

Terceira sessão
Uma base terminológica consensual: limites e possibilidades, por Heloísa Liberalli Bellotto (com a participação dos conferencistas)
Perspectivas de abordagem interdisciplinar do tema e de constituição de domínios discursivos que permitam aprofundá-lo futuramente.

PARTICIPANTES
Ana Maria de Almeida Camargo: docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (História)
Bruno Delmas: docente da École Nationale des Chartes - Paris (Arquivística Contemporânea)
Danielle Ardaillon: curadora do acervo da Fundação Instituto Fernando Henrique Cardoso
Heloísa Liberalli Bellotto: docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (História)
Johanna W. Smit: docente da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (Biblioteconomia e Documentação)
Mariano García Ruipérez: diretor do Arquivo Municipal de Toledo - Espanha
Sérgio Roberto Costa: docente da Universidade Vale do Rio Verde de Três Corações - Minas Gerais (Letras)
Sonia Maria Troitiño Rodriguez: docente da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista - Marília (Arquivologia)

Fonte: iFHC (Adaptação - Thiago Riccioppo)