segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Superintendência do Arquivo Público teve acervo consultado para confecção da dissertação: “Os aldeamentos indígenas no Caminho dos Goiases: guerra e etnogênese no sertão do Gentio Cayapó (Sertão da Farinha Podre) séculos XVIII e XIX”


Foi depositado na biblioteca de estudos que versam sobre a história do Triângulo Mineiro da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba, a dissertação de mestrado intitulada - “Os aldeamentos indígenas no Caminho dos Goiases: guerra e etnogênese no sertão do Gentio Cayapó (Sertão da Farinha Podre) séculos XVIII e XIX”. O trabalho foi defendido em julho de 2015 por Robert Mori, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia – UFU, e contou com a orientação do professor Dr. Marcel Mano. 

Para confecção deste estudo, o pesquisador consultou inúmeros documentos históricos pertencentes à Superintendência do Arquivo Público de Uberaba. O material impresso está disponível para consulta pública nas dependências da instituição arquivística.

À esquerda, os diretores da instituição Pollyana Esteves da Silva e João Eurípedes de Araújo. em seguida, o pesquisador Robert Mori e à direita a Superintendente do Arquivo Público de Uberaba Marta Zednik de Casanova com a dissertação entregue pelo autor.
Segundo o autor o objetivo principal do trabalho de pesquisa foi compreender: 

“(...) a importância histórica dos aldeamentos indígenas do Sertão da Farinha Podre (atuais regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, no estado de Minas Gerais) criados a partir da reunião de diferentes grupos indígenas da América portuguesa em um território delimitado. O ponto de partida do processo histórico que culminou no surgimento desses aldeamentos se deu em meados do século XVIII, quando aquela região era local de habitação e deslocamento dos índios Kayapó do sul. Com o afluxo de não-índios para o território da capitania de Goiás a partir da delimitação do Caminho dos Goiases pela bandeira do Anhanguera e da descoberta das minas auríferas e diamantíferas, os Kayapó do sul passaram a realizar uma série de ataques aos não-índios, promovendo mortes, incêndios, destruições e a rapinagem de objetos e mantimentos. Para combater os Kayapó do sul, após inúmeras tentativas frustradas, foi contratado o sertanista Antônio Pires de Campos e seu exército de índios composto por Bororo e Paresí, deslocados dos arredores de Cuiabá. A estratégia de guerra idealizada pela Coroa portuguesa e pelo sertanista consistiu na criação de aldeamentos indígenas entre os Rios Grande e Paranaíba (no Sertão da Farinha Podre) ao longo do Caminho dos Goiases. No ano de 1780, quando grupos de Kayapó do sul foram aldeados em Maria I, na capitania de Goiás, os aldeamentos do Sertão da Farinha Podre passaram a perder importância para os não-índios. No início do século XIX, ocorreu um processo contínuo de espoliação das terras pertencentes aos indígenas aldeados com a concessão de sesmarias e a ocupação de não-índios oriundos principalmente das regiões oeste e centro-oeste da capitania de Minas Gerais. A guerra e os aldeamentos indígenas podem ser compreendidos com base na política indigenista vigente durante o período colonial, mas também a partir da relação entre e estrutura e evento proposta por Marshall Sahlins. A relação entre História e Antropologia também se deu a partir da utilização do paradigma indiciário e do uso do método de projeção etnográfica, importantes para a compreensão das fontes arquivísticas dos séculos XVIII e XIX, que foram os materiais básicos da pesquisa”.



Para acessar a dissertação em formato digital, clique aqui e vá ao Repositório de Teses e Dissertações da Universidade Federal de Uberlândia – UFU.

Apresentação: Thiago Riccioppo

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Trilogia sobre Uberaba, por Guido Bilharinho

Foi publicado em julho deste ano o volume da Trilogia sobre Uberaba, um trabalho criterioso e profundo de pesquisa feito pelo escritor Guido Bilharinho (foto). A nova obra, que encerra a trilogia, traz informações sobre vários temas, inclusive sobre o “Culto da Saudade”, que foi resgatado na cidade esta semana. Segundo Guido, o Culto da Saudade nasceu em Uberaba, em 1926, com doações no chamado “livro de ouro”, colocado nos velórios de pessoas conhecidas, para posterior distribuição às instituições filantrópicas. 

A obra completa a trilogia sobre Uberaba, que o autor iniciou em 2015, com o lançamento do primeiro volume, “Literatura e Estudos Históricos em Uberaba”, tratando sobre a fundação da cidade; evolução econômica e o pioneirismo de seus 
habitantes. No segundo volume, o autor aborda os “Periódicos Culturais de Uberaba”  e fecha agora com “Informações sobre Uberaba”, com histórias  variadas que não foram abordados nas duas primeiras obras. 
Na imagem o escritor e advogado Guido Bilharinho. Foto: Enerson Cleiton

Para os críticos uberabenses, a Trilogia sobre Uberaba narra a história pura da cidade contada de forma simples e de leitura fácil. A nova obra “Informação sobre Uberaba” está à a venda em livrarias da cidade.

Guido Luiz Mendonça Bilharinho nasceu na fazenda da família, no município de Conquista, em 27 de março de 1938 e quando contava cinco anos, a família se mudou para Uberaba. Fez os primeiros estudos no Colégio Marista. O Clássico cursou no Colégio Dom Pedro II, no Rio de Janeiro, onde também se formou em Direito, pela  Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil. Formado, retornou a Uberaba, onde fez e faz história e  onde é advogado desde 1963.  Bilharinho é casado há mais de 50 anos com Leda Almeida Bilharinho, pais de  três filhos, que coincidentemente nasceram no mesmo dia do ano: 13 de abril.


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Tese de doutorado: "A Escola de Pharmarcia e Odontologia de Uberaba: Francisco Mineiro de Lacerda e o Ensino Superior no Triângulo Mineiro – 1926 a 1936” está disponível para consulta na Superintendência do Arquivo Público de Uberaba


Pesquisa baseada em vasto acervo documental da Superintendência do Arquivo Público sobre a pioneira Escola de Pharmacia e Odontologia de Uberaba - defendida no Programa de Pós-graduação da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista – UNESP esta disponível para consulta no acervo de teses da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.

Doação da tese de doutorado a Superintendência do Arquivo Público de Uberaba.  À direita, a Superintendente do Arquivo Público de Uberaba Marta Zednik de Casanova; o pesquisador Willian Douglas Guilherme, à direita os diretores da instituição João Eurípedes de Araújo e Pollyana Esteves da Silva.


Fundada em 1926 pelo médico Francisco Mineiro de Lacerda, a Escola de Pharmacia e Odontologia, foi a primeira instituição de ensino superior do gênero em Uberaba. Desta escola foram diplomados profissionais odontólogos e farmacêuticos de inúmeras regiões do país e até do exterior, isto significava um grande avanço para época, uma vez que era comum a existência de profissionais práticos. A tese conta parte da história de Uberaba e fala da importância desta instituição para o contexto da educação no Triângulo Mineiro.

Imagem da primeira sede Escola de Pharmacia e Odontologia de Uberaba fundada em 1926 Acervo: APU

O autor da pesquisa Willian Douglas Guilherme, teve seu primeiro contato com os documentos do Arquivo Público de Uberaba em meados de 2009, quando ainda era estudante de mestrado na Universidade Federal de Uberlândia – UFU. Sobre a instituição arquivística de Uberaba ele aponta:

Visitei vários Arquivos em todo o Brasil e posso dizer sem duvidar que o Arquivo Público de Uberaba está dentre os mais atuantes e modernos. Há uma política de integração com a sociedade e toda uma estrutura para atendimento ao público e aos pesquisadores que nos faz passar horas e horas sem perceber que estamos em 2015. A riqueza de documentos e os processos de digitalização e de aquisição de novos acervos, política séria da atual gestão municipal, deixam o Arquivo mais interessante. É sem dúvida, uma fonte quase inesgotável de história “viva”.

A tese de Willian Douglas Guilherme leva o título: “A Escola de Pharmarcia e Odontologia de Uberaba: Francisco Mineiro de Lacerda e o Ensino Superior no Triângulo Mineiro – 1926 a 1936”. Será defendida em 04 de março no Campus da Unesp de Marília – SP.

Para acessar a tese digital, clique aqui no Repositório de Teses da Unesp!

Resenha: Thiago Riccioppo

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Guia do Acervo

O Guia do Acervo Documental tem com função facilitar ao público o acesso à documentação sob a guarda da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba, um importante instrumento de pesquisa que registra a totalidade do acervo, possibilitando aos cidadãos consultá-los gratuitamente via online, cumprindo, dessa maneira, a lei Federal de Acesso à informação nº 12.527, de 18/11/2011. 


Baixe o arquivo em PDF clicando no link: Guia Do Acervo

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Notícias de esportes olímpicos publicadas no jornal Lavoura e Comércio em Uberaba


JOGOS OLÍMPICOS EM UBERABA

Superintendência do Arquivo Público de Uberaba realizou uma pesquisa executada pelo historiador Miguel Jacob Neto, referente aos primeiros registros dos jogos olímpicos em Uberaba, reportados pelo jornal Lavoura e Comércio. Confira: 
CICLISTAS EM MEIO À MULTIDÃO
Fonte: Jornal Lavoura e Comércio, 7 jan. 1952.

Acervo: Superintendência do Arquivo Público de Uberaba

Para fazer download da pesquisa clique aqui em: Notícias Esportes Uberaba

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Cerimônia de lançamento da 2ª Revista Memórias da Superintendência do Arquivo Público de Uberaba foi marcada por muita emoção, confira:


A Superintendência do Arquivo Público de Uberaba lançou a Revista Memórias – Nacional Futebol Clube, no dia 29 de julho de 2016, contando a história do clube desde a sua origem em 1944 até os dias atuais.  As imagens que registram o evento seguem:




















Assista ao belo vídeo produzido pela Prefeitura Municipal de Uberaba que fala um pouco das histórias e memórias do Nacional Futebol Clube. Saiba como foi realizada pela a Superintendência do Arquivo Público de Ubera, a pesquisa do segundo volume da Revista Memórias: